Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 5 nº 2 - Abr/Jun - 2008

Artigo Original Imprimir 

Páginas 52 a 56


Comportamento sexual entre jovens universitários

Sexual behavior of young university students


Autores: Maria José Carvalho Sant'Anna1, Képler Alencar Mendes de Carvalho2, Maria Lúcia Bastos Passarelli3, Veronica Coates4

PDF Português            

Scielo

Medline

Como citar este Artigo

Descritores: Sexualidade; comportamento sexual; adolescência; universitários
Keywords: Sexuality; sexual behavior; adolescence; university students

Resumo:
Introdução: A maioria dos universitários tem idade entre 17 e 24 anos e o ingresso na universidade constitui momento importante em suas vidas, posto que iniciam sua experiência no mundo do trabalho e processam sua identidade profissional, a qual está acoplada ao processo de identidade adulta. Muitas vezes nesse período se iniciam comportamentos sexuais de risco, como a negligência ao uso de métodos contraceptivos e à prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Objetivos: Identificar fatores de risco associados ao exercício da sexualidade em acadêmicos do curso de medicina para elaboração de estratégias preventivas. Material e métodos: Avaliaram-se transversalmente 465 alunos de medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) no ano de 2005. Utilizou-se questionário anônimo de autopreenchimento, semi-estruturado, após autorização, tendo os alunos se instruído quanto à finalidade do trabalho e assinado o consentimento esclarecido. A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética e pesquisa da instituição. Utilizou-se software Epi-info 6.04d com os testes da diferença entre proporções (qui-quadrado [χ2]) e o teste da média. Resultados: A idade média dos alunos foi 21,5 anos; 43% eram do sexo feminino; 77,8% praticavam atividade física, sendo que 80% regularmente; 85,3% referiram vida sexual, com idade média de início aos 17 anos; 88,8% usaram preservativo na primeira relação sexual, porém 35,6% não o fizeram regularmente; 5,4% já contraíram alguma DST. Entre as estudantes, 79,8% usaram algum método anticonceptivo, no entanto 28,1% apresentaram suspeita de gravidez, a qual foi confirmada em 7,9% dos casos. Entre os estudantes, 9,9% referiram ideação de aborto, sendo que, desses, 12,5% o efetivaram. A carga horária do curso é considerada estressante por 85% dos alunos; para aliviar a tensão, 33,8% praticavam esportes. Conclusões: Os resultados obtidos sugerem comportamentos sexuais de risco entre os jovens avaliados e apontam a necessidade de se estabelecerem programas de orientação e prevenção sobre saúde reprodutiva, melhorando a auto-estima durante a formação acadêmica.

Abstract:
Introduction: For most university students who are around 17 to 24 years old, going to college is the most important moment of their lives. They start their experience in the working world and create their professional identity, coupled to the adult identity process. Many times risky sexual behavior occurs, with neglect of the use of contraceptive methods and protection against sexually transmitted diseases (STD). Objectives: Identify risk factors related to exploring sexuality in individuals during medical school in order to elaborate preventive strategies. Material and methods: Four hundred sixty-five medical students from Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) were transversely evaluated during 2005. An anonymous, semi-structured, self-filling questionnaire was applied, through the use of an informed consent form duly signed. The research was approved by the ethics and research committee of the institution. Epi-info 6.04d software was used with qui-square and mean tests. Results: The average age of the students was 21.5 years; 43% belonged to the female gender; 77.8% performed physical activities, 80% regularly; 85.3% had already had sexual intercourses, starting at average age of 17; 88.8% used preservatives during the first sexual intercourse, however, 35.6% do not use it regularly; 5.4% have already had some type of DST; 79.8% of the female students referred having used contraceptive methods, however, 28.1% had a suspicion of pregnancy, which was confirmed in 7.9% of the cases; 9.9% of the students had ideas of abortion, of which 12.5% effectively attempted it; 85% of the students consider medical school stressing; in order to relieve tension, 33.8% practice sports. Conclusions: The obtained results suggest risky behaviors in the evaluated youngsters: unsafe sex indicates the need to establish guidance programs on reproductive health, improving self-esteem and prevention during medical education.

INTRODUÇÃO

A adolescência caracteriza-se por profundas alterações no desenvolvimento biológico, psicológico e social, evidenciadas pela "crise normal da adolescência"(3), que surge da interação do indivíduo com seu meio(4). Para a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a adolescência é um processo de aceleração do desenvolvimento cognitivo e estruturação da personalidade que abrange o período dos 10 aos 19 anos; e a juventude, o período dos 15 aos 24 anos, sendo um processo de preparação, fundamentalmente sociológico, para que os jovens venham a assumir o papel social do adulto do ponto de vista da família, da procriação, da profissão, com plenos direitos e responsabilidades(9). A juventude compreende duas etapas: de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos, sendo essa última muitas vezes identificada como etapa final da adolescência ou adolescência tardia. Há, portanto, uma interseção entre a segunda metade da adolescência e os primeiros anos da juventude(8). Na juventude vários marcos são superados seqüencialmente, e o jovem tenta atingir sua individualidade e maturidade cognitiva, emocional, social e física. Ele se prepara para exercer os seus papéis sociais no casamento, na família e no emprego, entre outros. O jovem experimenta grande variedade de atitudes e comportamentos, sendo submetido a pressões externas, sociais e familiares(4). Os comportamentos iniciados nessa idade são cruciais para a vida toda, pois repercutem no desenvolvimento integral do ser humano. O jovem tem fascínio pelo novo e tendência a se considerar invulnerável e indestrutível.

A maior parte dos universitários é constituída por jovens entre 17 e 24 anos, e o ingresso na universidade representa um momento importante em suas vidas. A partir daí sua inserção social se amplia e se iniciam suas experiências no mundo do trabalho, processando sua identidade profissional, que está acoplada ao processo maior de identidade. O aluno recém-ingressado na universidade se depara com situações novas, que suscitam sentimentos de alegria e excitação, além de insegurança e ansiedade(6). Nesse contexto, muitas vezes se iniciam os comportamentos sexuais de risco, como a negligência ao uso de métodos contraceptivos e à prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)(1).

No que se refere ao exercício da sexualidade, percebe-se que o jovem muitas vezes recebe informações de fontes inexatas. Vivemos atualmente numa sociedade erotizada, na qual os jovens têm mensagens dúbias sobre o bom e o ruim em relação à sexualidade. Há uma permissividade social negligente, sendo comum que a atividade sexual se inicie sem clareza suficiente entre o que se deseja e a influência sofrida pelos pares e pela sociedade. Admite-se que a educação sexual sempre foi prerrogativa dos pais, porém ela virtualmente inexiste na maioria das famílias, por falta de conhecimento ou dificuldade própria dos pais em lidar com assuntos referentes à sexualidade dos filhos. Na grande maioria das escolas as informações, ainda hoje, são fornecidas em aulas de ciências ou biologia, priorizando aspectos fisiológicos e anatômicos, não existindo espaço para a discussão sobre sexualidade ou para o diálogo franco e aberto sobre as ansiedades e preocupações sexuais do jovem(4).


OBJETIVOS

Identificar fatores de risco associados ao exercício da sexualidade em jovens universitários.


MATERIAIS E MÉTODOS

Avaliaram-se transversalmente 465 alunos matriculados do primeiro ao sexto ano do curso de graduação da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) no período de janeiro a dezembro de 2005. O método utilizado foi o emprego de questionário de autopreenchimento, semi-estruturado, segundo roteiro previamente estabelecido, após autorização do aluno para essa finalidade, tendo ele sido instruído acerca da finalidade do trabalho e assinado o consentimento esclarecido. O questionário preenchido foi posto em uma única urna lacrada com o objetivo de garantir sigilo e anonimato. A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética e pesquisa da instituição. Para análise dos dados foi utilizado o software Epi-info 6.04d com os testes da diferença entre proporções (qui-quadrado [χ2]) e o teste da média.


RESULTADOS

A FCMSCSP possuía 600 estudantes matriculados no ano de 2005, e, desses, 465 (77,5%) responderam ao questionário. A idade média dos alunos foi 21,5 anos; 43% eram do sexo feminino e 57% do masculino; 63,6% apresentaram renda familiar superior a 20 salários mínimos e 6,9% dos alunos possuía atividade remunerada. Praticavam atividade física 77,8%, sendo que em 80% dos casos, regularmente.

No que se refere a aspectos da sexualidade, 85,3% referiram vida sexual ativa, com idade média de início de 17 anos, e tempo de estabilidade média na relação com parceiro(a) antes da primeira relação sexual de nove meses. Apresentaram apenas um parceiro sexual atual 91%, 96% no sexo masculino e 88% no feminino; 22,4% dos alunos (todos do sexo masculino) já tiveram relação sexual mediante pagamento. Houve contágio por algum tipo de DST em 5,4% dos estudantes. Em relação à contracepção, 45,6% referiram a utilização de contracepção de emergência (para si ou para o parceiro sexual), com média de uso de 2,2 vezes desde o início da atividade sexual. Entre as estudantes, 83,7% referiram uso regular de método contraceptivo; 88,8% dos alunos usaram preservativo na primeira relação sexual e 35,6% não o usam regularmente, com variação significativa durante os diferentes anos do curso (Figura 1). Verificamos também que os alunos usavam preservativo mais regularmente do que os parceiros das estudantes em questão (p < 0,05).


Figura 1 - Uso de condom por estudantes de medicina da FCMSCSP, por ano de curso



Já apresentaram suspeita de gravidez 28,1% das estudantes e/ou parceiras dos alunos, sendo a gravidez confirmada em 7,9% dos casos. Referiram ideação de aborto 9,9% dos estudantes, com variação das taxas conforme o ano do curso (Figura 2), sendo que, desses, 12,5% o efetivaram. Quando comparamos a freqüência de suspeita de gravidez entre os três primeiros anos de curso com os três anos finais, não encontramos diferenças estatisticamente significantes (p = 0,1). No entanto, quando a comparação realizada para esses mesmos grupos foi em relação à ideação de aborto, houve significativa diferença estatística (p < 0,05).


Figura 2 - Porcentagem de suspeita de gravidez e ideação de aborto entre estudantes de medicina da FCMSCSP, por ano do curso (n = 311)



Dos estudantes entrevistados, 85% consideravam a carga horária do curso estressante; para aliviar a tensão, 33,8% praticavam esportes, 38,4% saíam com amigos, 16,7% referiram permanecer com a família e 5% faziam uso de tranqüilizantes, sendo que, desses últimos, 27,8% faziam uso semanal e 72,2%, esporádico.


DISCUSSÃO

Segundo a OPAS, a juventude é o período compreendido entre os 15 e os 24 anos, época em que os jovens devem assumir o papel de adulto, com todas suas responsabilidades e seus direitos, porém ainda com incertezas e crises diante dos novos papéis e desafios. A idade média dos alunos avaliados foi 21,5 anos, considerada dentro da faixa da juventude ou adolescência tardia. Muitas vezes é período de grandes riscos, pela insegurança e pela ansiedade, freqüentemente levando a comportamentos sexuais de risco.


A FAMÍLIA

A maioria dos jovens avaliados provém de famílias estruturadas, com pais casados e bom relacionamento familiar. A influência da família no comportamento sexual dos jovens tem sido analisada sob vários aspectos, uma vez que o contexto familiar tem relação direta com a época em que se inicia a atividade sexual. Famílias estruturadas e presentes são consideradas por Markham et al. fator protetor contra a iniciação sexual precoce(7). Encontramos idade média da iniciação sexual de 17 anos, início tardio se considerarmos pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em 2001, na qual encontramos que, no Brasil, os jovens vêm iniciando sua vida sexual cada vez mais cedo, entre 13,9 e 14,5 anos no sexo masculino e entre 15,2 e 16 anos no feminino(12).


O EXERCÍCIO DA SEXUALIDADE

Freqüentemente os jovens iniciam sua vida sexual sem estarem adequadamente protegidos, e, apesar de em nosso estudo a maioria dos estudantes ter usado preservativo na primeira relação sexual, encontramos altas taxas de uso irregular. Interpretamos que o uso da camisinha não se limita apenas à informação, mas diz respeito também ao significado da relação afetiva. O jovem adota com freqüência pensamento mágico sobre os riscos relacionados com o exercício da sexualidade, não estabelecendo de modo consciente o vínculo entre a atividade sexual com vulnerabilidade e a necessidade de se proteger(10). Em geral, o jovem conhece a existência de métodos preventivos, mas apresenta resistência em utilizá-los por medo de prejudicar sua saúde, por desconhecimento do uso correto, pelas dificuldades em obtê-los ou mesmo por desejo, consciente ou inconsciente, de gravidez(3, 10). Em 20,2% dos jovens estudados, encontramos o nãouso de método contraceptivo; 35,6% não usavam regularmente o preservativo apesar da boa escolaridade, o que teoricamente deveria refletir em maior conhecimento sobre cuidados de saúde preventiva.

É interessante observarmos que o uso do preservativo foi maior no primeiro ano da graduação, apresentando queda durante o curso. Acreditamos que, apesar do melhor conhecimento, o aumento do não-uso deva-se à maior taxa de jovens com relacionamentos estáveis, que namoram e têm um único parceiro, mostrando a valorização da relação afetiva. É interessante notar que a grande maioria teve sua iniciação sexual com o namorado (62,84%), com tempo médio de relacionamento de nove meses. Essa taxa é ainda mais alta se considerarmos apenas o sexo feminino (89%). Dados da pesquisa Gravidez na Adolescência (GRAVAD), de 2002, realizada em três grandes capitais brasileiras entre adolescentes e jovens de ambos os sexos com idades entre 18 e 24 anos, apontaram que a maioria das jovens que engravidaram (97,5%) e dos que já engravidaram uma companheira (85,8%) encontrava-se em contextos de relacionamentos afetivos estáveis(5). Diante da diversidade de contextos nos quais pode ocorrer a atividade sexual desprotegida cabe um olhar diferenciado e atento, livre de preconceitos e individualizado para cada jovem.


SUSPEITA DE GRAVIDEZ E IDEAÇÃO DE ABORTO

Apesar da ilegalidade no Brasil, a opção pelo aborto parece ser bem difundida entre os jovens. Segundo dados do Ministério da Saúde, o aborto provocado constitui a quinta maior causa de internação entre jovens e a terceira causa de morte materna no país: 16% entre mulheres de 15 a 24 anos nas regiões mais pobres(2). Observou-se que 28,1% das jovens avaliadas apresentaram suspeita de gravidez, que foi confirmada em 7,9%. Entre elas 9,9% pensaram na possibilidade de abortar e, dessas, 12,5% a efetivaram, taxas não muito diferentes das encontradas por Souza e Silva (15,3%) em universitárias(11). A elevada freqüência de aborto pode resultar das negociações entre os parceiros em torno de assumir a criança/gravidez; as jovens universitárias achavam mais tolerável corrigir uma gravidez não-planejada com o aborto, até porque nos estratos médios da população o aborto pode ser feito em condições médicas mais aceitáveis, embora constrangedoras, clandestinas e caras(11).


CONCLUSÕES

Os resultados obtidos sugerem comportamentos de risco nos jovens avaliados, ou seja, vida sexual desprotegida, e apontam a necessidade de novas pesquisas dessa natureza para que se estabeleçam programas de orientação sobre saúde reprodutiva com melhoria da autoestima.

Acreditamos ser possível ajudar os jovens a se assumirem como sujeitos no exercício responsável de sua sexualidade e seu futuro profissional.


REFERÊNCIAS

1. Akvardar Y, et al. Substance use in a sample of Turkish medical students. Drug Alcohol Depend. 2003;24;72(2):117-21.

2. Castro MG, Abramovay M, Silva LB. A iniciação sexual dos jovens. In: UNESCO. Juventudes e sexualidade. 2004;67-73.

3. Coates V, et al. Medicina do adolescente. São Paulo: Sarvier. 2003;609-15,701-15.

4. Coutinho MFG, Barros RR. Adolescência: uma abordagem prática. São Paulo: Atheneu. 2001;201-50.

5. Heilborn ML, et al. Gravidez na adolescência: estudo multicêntrico sobre jovens, sexualidade e reprodução no Brasil (Pesquisa GRAVAD), 2002. Pesquisa realizada pelo Programa em Gênero, Sexualidade e Saúde do IMS/UERJ, Programa de Estudos em Gênero e Saúde do ISC/UFBA e Núcleo de Pesquisa em Antropologia do Corpo e da Saúde da UFRGS.

6. Macedo ACL, et al. Recepção comunicativa aos calouros de medicina/2000: um caminho para a participação na universidade. In: SEDEC/UNIRIO, 2000. Rio de Janeiro. 2000.

7. Markham CM, et al. Family connectedness and sexual risk-taking among urban youth attending alternative high schools. Perspect Sex Reprod Health. 2003;35(4):174-9.

8. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Área de Saúde do Adolescente e do Jovem. Saúde e desenvolvimento da juventude brasileira: construindo uma agenda nacional. Brasília (DF); 2000.

9. Organización Panamericana de la Salud. Recomendaciones para la atención integral de salud de los adolescentes com énfasis en salud sexual y reproductiva. 2000.

10. Sant'Anna MJ, et al. Pregnant teenager involvement in sexual activity and the social context. Scientific World Journal. 2006;6:998-1007.

11. Souza e Silva R. Especulações sobre o papel do aborto provocado no comportamento reprodutivo das jovens brasileiras. Revista Brasileira de Estudos de População. 2002;19(2).

12. UNESCO. Aids: o que pensam os jovens? Políticas e Práticas Educativas. Cadernos UNESCO Brasil - Série Educação Para a Saúde 2002;1.










1. Professora assistente do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP); doutora em Pediatria pela FCMSCSP.
2. Acadêmico do sexto ano da FCMSCSP.
3. Doutora em Pediatria pela FCMSCSP; diretora do Departamento de Pediatria da FCMSCSP; professora assistente da FCMSCSP.
4. Professora titular do Departamento de Pediatria da FCMSCSP; chefe da Clínica de Adolescência do Departamento de Pediatria da FCMSCSP.
adolescencia adolescencia adolescencia
GN1 © 2004-2017 Revista Adolescência e Saúde. Fone: (21) 2868-8456 / 2868-8457
Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente - NESA - UERJ
E-mail: secretaria@adolescenciaesaude.com