Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 12 nº 1 - Jan/Mar - 2015

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Páginas 6 a


Preservação pelo conhecimento compartilhado

Preservation through shared knowledge

Preservación por el conocimiento compartido


Autores: Evelyn Eisenstein; Felipe Jannuzzi

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Como citar este Artigo

Confiantes iniciamos uma nova jornada. Neste volume, apresentamos nossa primeira edição no ano de 2015. Um novo período, com novos desafios, compromissos, metas e perspectivas em busca de reflexão e aprimoramento - constantes - na percepção e cuidados com a saúde do adolescente e do jovem. Como sabemos, adolescência é um período de vida único devido aos aspectos universais determinados pelos processos de crescimento e desenvolvimento. Adolescentes e jovens são, cada vez mais, vistos como "portas de entrada para a saúde" porque os padrões de comportamento adquiridos durante este período tendem a durar por toda a vida adulta, além do fato de que cerca de 70% das mortes na vida adulta inicial são conseqüência de comportamentos iniciados na adolescência.

Precisamos, sobretudo, entender e perceber para, então, bem cuidar. No Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificaram 17,9% de adolescentes na população total do país, ou seja, 34.157.633 habitantes dos 190.755.799 brasileiros. Embora os adolescentes representem aproximadamente 18% da população do mundo, tradicionalmente formam um grupo negligenciado. Torna-se vital, com efetivo estudo e perseverantes trabalhos e esforços, modificarmos este quadro.

Dentre as principais causas de morbidade e mortalidade neste grupo, no Brasil, estão: a violência - o homicídio permanece a principal causa externa de mortalidade dos adolescentes masculinos entre 15 e 19 anos; acidentes de trânsito; o uso de drogas, álcool e cigarros que, cada vez mais estão sendo iniciados precocemente; problemas de saúde sexual e reprodutiva, além das diversas formas de abuso, inclusive a exploração comercial do sexo; o turismo sexual e a pedofilia na Internet. Outro transtorno alarmante, segundo os dados do Sistema Nacional de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN, 2014) e de outras Pesquisas Nacionais (PENSE, 2009), é a prevalência de excesso de peso de 30% em adolescentes de 10 a 19 anos. O aumento da predominância de sobrepeso e obesidade, em idades gradualmente mais precoces, tem despertado a preocupação do setor de saúde, em razão dos danos e agravos à saúde.

Estes são temas sobre os quais continuamente buscamos refletir em nossa publicação científica. O mundo evolui e as distâncias vão desaparecendo com as tecnologias da informação e da comunicação. Nossa Revista Adolescência & Saúde acompanha esta revolução digital, com a produção e publicação de edições regulares, de suplementos e através da BVS Adolec (www.adolec.br). Com isso, profissionais e estudiosos da adolescência ficam mais próximos das reflexões e debates sobre este vital período de transição.

Estamos buscando expandir nossa rede para toda a América Latina, abrindo novos campos, ampliando estudos, integrando e fortalecendo estruturas. As ferramentas que proporcionam a Era do Conhecimento são a "chave": utilizar as redes sociais, a tecnologia e a facilidade de comunicação que temos com apenas um clique entre todo o continente, onde compartilhamos o idioma Português e o Espanhol e a cultura latino-americana - que seja para também intercambiarmos ideias com o objetivo de pensar, articular, tratar e preservar a saúde dos adolescentes.

Sujeitos de direitos, jovens e adolescentes constituem um grupo populacional que exige reflexão, planejamento, estudo e novas estratégias de proporcionar saúde; seu ciclo de vida particularmente saudável evidencia que os agravos em saúde decorrem, em grande medida, de hábitos e comportamentos que, em determinadas conjunturas, os vulnerabilizam. É incontestável que, na medida em que contribuirmos para a boa formação dos adolescentes e jovens, teremos adultos mais conscientes e saudáveis. Daí a importância demográfica da população adolescente.

Agradecemos aos profissionais que colaboraram nesta edição e, mais uma vez, a todos os interessados que irão nos brindar com a sua leitura, reflexão e aprimoramento profissional.


Evelyn Eisenstein
Felipe Jannuzzi
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