Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 10 Supl. 2 - Mai - 2013

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Páginas 17 a 22


Aperfeiçoar a resiliência de adolescentes e suas famílias

Improving resilience in adolescents and their families


Autores: Tatyana Barankin

MD, FRCPC, DCP. Doutora em medicina. Professora Adjunta - Universidade de Toronto. Psiquiatra infantil - The Hospital for Sick Children (HSC) e Centre for Addiction and Mental Health (CAMH). Toronto, Canadá

Tatyana Barankin
Centre for Addiction and Mental Health (CAMH)
25 Sawley Drive
Toronto M2K 2J3 - Ontario, Canada
barankin@rogers.com

Recebido em 11/02/2013
Aprovado em 19/03/2013

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Como citar este Artigo

Descritores: Criança e adolescente, resiliência psicológica, adaptaçao, promoçao da saúde.
Keywords: Child and adolescent, psychological resilience, adaptation, health promotion.

Resumo:
A ideia de resiliência é um aspecto importante do bem-estar mental. Resiliência é a capacidade de se adaptar e lidar com as circunstâncias adversas da vida.
OBJETIVO: A finalidade do presente artigo é apresentar uma revisao dos últimos desenvolvimentos da pesquisa clínica e teórica no campo da resiliência de crianças e jovens, assim como revisar os fatores individuais, familiares e ambientais que contribuem para seu crescimento. Em seguida, o artigo se concentrará nas estratégias para o aperfeiçoamento da resiliência que podem ser relevantes para clínicos, educadores, assistentes sociais, pais e formadores de políticas de saúde.
CONCLUSAO: Desenvolvimentos futuros no campo da resiliência abordarao a interaçao de genes, a experiência na resiliência humana e o entendimento do potencial de maturaçao e plasticidade cerebrais no desenvolvimento e nas mudanças positivas.

Abstract:
The idea of resilience is an important aspect of mental well-being. Resilience is the ability to adapt and cope with adverse circumstance of life.
OBJECTIVE: The purpose of this article is to review the latest clinical and theoretical research developments in the field of resilience in children and youngsters as well as to review individual, family and environmental factors contributing to their development. The article will then focus on improving resilience strategies that could be relevant to physicians, educators, social services providers, parents and health policy makers.
CONCLUSION: Future developments in the field of resilience would address the interaction of genes, experience in human resilience and understanding of the potential of maturation and plasticity in brain development and positive changes.

INTRODUÇAO

O que possibilita alguns jovens a se saírem bem na escola, formarem relaçoes significativas e sentirem-se esperançosos quanto ao futuro, apesar da adversidade, enquanto outros se tornam depressivos ou autodestrutivos? Esta é uma pergunta recorrente feita por clínicos, pesquisadores, pais, professores e os próprios jovens, até mesmo na prática clínica e acadêmica da autora deste artigo - por ela foi fundada uma clínica para crianças com risco de doença mental, que dirigiu durante 15 anos, e na qual uma equipe multidisciplinar avaliou e tratou quase 700 famílias, todas as quais tinham, pelo menos um parente com doença mental. Enquanto algumas famílias se sentiram esmagadas pelos desafios em suas vidas, outros membros da família se saíram bem e realizaram seu potencial apesar das adversidades que incluíam abuso, trauma, imigraçao e estado de refugiado, problemas graves de saúde mental, consequências da experiência em países destruídos por guerras, acidentes de automóveis e pobreza.

Todas as crianças resilientes neste grupo de risco tinham uma coisa em comum: conseguiram nao somente se adaptar, mas florescer, nao obstante a adversidade que enfrentaram. Através da terapia cognitiva individual, familiar e dos irmaos, essas crianças e as famílias se tornaram mais flexíveis ao lidarem com o estresse familiar. A mensagem é esperançosa - a resiliência pode ser desenvolvida e alimentada. Neste artigo, será explorada a interaçao de fatores que contribuem para a resiliência e as estratégias para incentivar essa resiliência na vida dos jovens.

Evoluçao do conceito de resiliência

A resiliência está ligada à capacidade de o indivíduo se recuperar das dificuldades ou mudanças - funcionar tao bem quanto antes e depois prosseguir. Os jovens que sao resilientes podem lidar efetivamente com os problemas ou podem se adaptar ao estresse e aos desafios da vida, aprender com a experiência, administrar bem situaçoes estressantes e, no futuro ainda se tornarem mais fortes. Ter boa saúde mental é uma parte de ser resiliente. A saúde mental demanda o equilíbrio de diferentes aspectos da vida: físico, intelectual, social, emocional e espiritual. Ela depende da habilidade de dar um sentido realista às circunstâncias existentes e de reagir de forma significativa a elas. A resiliência dos jovens é determinada pela interaçao do risco individual, familiar e ambiental e dos fatores potenciais1.

A autora tem acompanhado clínica e academicamente as questoes de domínio, competência e resiliência que foram desenvolvidas anteriormente pelos doutores James Antony, Norman Garmesi, Michael Rutter, William Beardslee e Froma Walsh e verificou que, ao passo que há cada vez mais literatura sobre resiliência, poucos livros abordam as aplicaçoes práticas de se criar filhos resilientes. No livro "Growing up resilient: ways to build resilience in children and youth" (Crescendo de forma resiliente: maneiras de desenvolver a resiliência em crianças e jovens - em traduçao livre) junto com a coautora, Dra. Nazilla Kahnlou, a autora deste artigo decidiu explorar a interaçao dos fatores do indivíduo, da família e da comunidade, os quais contribuem para a resiliência, a fim de disponibilizar a clínicos, pesquisadores, pais, jovens e assistentes sociais algumas sugestoes para equipá-los com certos elementos que nutrem a resiliência. O livro mencionado já teve várias ediçoes e recebeu a designaçao do selo de qualidade CSC2.

Fatores individuais para fomentar a resiliência

Desde o nascimento até a vida adulta, crianças e jovens passam regularmente por mudanças e, em sua grande maioria, sao mudanças sobre as quais têm pouco controle. Crianças e jovens resilientes dominam diversas tarefas do desenvolvimento à medida que passam da infância para a adolescência; ao formarem vínculos seguros e fortes com seus cuidadores, eles desenvolvem autocontrole, modulaçao emocional, relaçoes com seus pares e dominam o ambiente escolar. Na adolescência, enquanto passam pelas mudanças físicas e hormonais da puberdade, começam a assumir responsabilidades de adulto nas tomadas de decisao, avançando em sua educaçao e estabelecendo uma identidade social e sexual estável. Embora a mídia retrate a adolescência como um período de tremenda reviravolta, estresse e conflito, a maioria dos adolescentes é bem-sucedida na escola, apegada às suas famílias e comunidades, e reconhece que adultos podem cuidar, ensinar, guiar protegendo-os ao longo de sua jornada.

Os fatores individuais a seguir, contribuem com a resiliência nos jovens: temperamento, poder de aprendizagem, estabilidade emocional, capacidade de controlar a raiva e superar frustraçoes rapidamente.

Algumas estratégias para lidar com os fatores acima mencionados incluem: proporcionar a crianças e jovens experiências variadas e estimulantes que sejam apropriadas para suas idades; incentivar os jovens a participarem de feiras de ciência, concursos de soletraçao, atividades esportivas; ajudar, em tempo hábil, crianças com dificuldades em tarefas de aprendizado básico - desenvolvimento da fala e linguagem, leitura, escrita e matemática. Outras incluem incentivar os jovens a expressarem seus sentimentos e, em seguida, responder, respeitando seus sentimentos, ensiná-los a serem sensíveis aos sentimentos dos outros; ensiná-los estratégias de relaxamento e de controle da raiva.

Outros fatores individuais que contribuem para a resiliência incluem autoimagem positiva, confiança, otimismo e pensamento positivo, capacidade de resolver problemas, tomar decisoes, resolver conflitos e administrar o estresse. Boas competências sociais, tais como assertividade, demonstraçao de preocupaçao, empatia e humor, sao essenciais para se criar resiliência. Algumas informaçoes úteis para criar resiliência incluem contrapor o pensamento negativo de crianças com uma forma mais otimista e positiva de avaliar a situaçao, ajudá-las a estipular metas positivas e manter a autodisciplina, conscientizar jovens sobre várias estratégias educativas para lidar com e superar o estresse, e incentivá-las a desenvolver um sentido de competência baseado em seus talentos e habilidades. Para melhorar as potencialidades sociais de jovens, ensinar-lhes competências básicas de comunicaçao e resoluçao de conflitos; demonstraçao e boas competências sociais e comportamento positivo, tais como o cuidado e o respeito; e incentivá-los a serem assertivos.

A contribuiçao do componente saúde física do jovem para a resiliência pode ser abordada ao incentivá-los a estarem em forma, a serem ativos, animados e bem alimentados. Desenvolver resiliência em jovens envolve prevenir doenças, assim como reduzir o impacto geral de problemas de saúde na vida pessoal. Asma, diabetes, epilepsia, câncer e internaçoes repetidas sao condiçoes que têm impacto sobre o mundo emocional e social do jovem. É preciso incentivar crianças e adolescentes a usarem capacetes para andar de bicicleta e cintos de segurança em automóveis, certificar que vao regularmente ao pediatra, apoiar jovens com deficiências, incluindo problemas visuais e auditivos, prevenir o bullying e o ostracismo, ajudar os jovens a entenderem a natureza de sua doença e os tratamentos disponíveis, assegurar que sua educaçao nao seja interrompida quando estao doentes e que mantenham contato com suas famílias e amigos.

Fatores familiares essenciais que afetam a resiliência

O conceito de resiliência, da forma desenvolvida no trabalho do epidemiologista James C. Anthony3 e do psiquiatra infantil Michael Rutter4, refere-se à capacidade de indivíduos, famílias ou comunidades suportarem e reagirem a experiências adversas. Estudos do desenvolvimento a longo prazo, tais como o de Emmy Werner e Ruth Smith, documentam a capacidade de o indivíduo superar adversidades5. Werner e Smith acompanharam quase 700 crianças havaianas desde seu nascimento (em 1955) até a vida adulta. As crianças foram criadas em ambientes de alto risco com elevados níveis de pobreza, problemas como abuso de álcool e outras drogas, abuso físico e sexual e doença mental. Mas, apesar desses fatores de risco, a maioria das crianças cresceu e foi, nao apenas bem-sucedida, segundo os padroes da sociedade, mas se tornou "confiante, competente e atenciosa"6.

Enquanto estudos iniciais identificaram os traços pessoais, isto é, os congênitos ou adquiridos sem influência externa, como sendo essenciais para a resiliência, hoje já se reconhece que ela é o resultado de uma interaçao sutil de fatores de proteçao inerentes aos indivíduos, famílias e à comunidade.

Fatores de proteçao familiares sao, na verdade, os principais aspectos que definem uma boa vida familiar. Com base em nossa experiência clínica e consenso especializado, sao apresentadas algumas estratégias de como profissionais trabalhando com famílias podem ajudá-las a aumentarem a resiliência dos seus filhos7.

A seguir, sao listadas algumas estratégias úteis e eficazes que aumentarao a resiliência familiar e os fatores de proteçao8:

Promover a comunicaçao efetiva. As famílias fomentam a resiliência quando permitem que todos os seus membros expressem suas emoçoes, seus pontos de vista e preocupaçoes e os fazem sentir que estao sendo ouvidos atentamente. Clínicos podem mostrar a comunicaçao eficaz durante as sessoes de terapia, por exemplo, demonstrando a pais e filhos como usarem declaraçoes com "Eu" - "Eu estou preocupado quando você nao vem para casa logo depois da escola porque nao sei onde você está" - de modo que membros da família nao se sintam julgados ou culpados. Clínicos podem ajudar os membros da família a escutarem bem, aconselhando-os a nao interromper os outros, a consentir com a cabeça e a fazer perguntas apropriadas. Clínicos, às vezes, precisam explicar aos pais que os filhos têm o direito de expressar seus sentimentos e serem ouvidos.

Clínicos podem sugerir reunioes familiares informais, semanalmente, para planejar a semana, discutir questoes atuais ou futuras e conversar sobre problemas. Se algum membro da família tiver dificuldades em controlar seu gênio quando for se comunicar, os clínicos podem integrar técnicas de controle da raiva nas sessoes ou sugerir um programa de controle da raiva.

Ajudar as famílias a desenvolver competências para resoluçao de problemas. Clínicos, educadores e terapeutas podem agir como mediadores para ajudar famílias a resolverem conflitos. Podem, também, ensinar-lhes alguns passos para resoluçao de problemas que incluem aprender a identificar o problema, pensar juntos em possíveis soluçoes, avaliar as possibilidades, decidir a melhor soluçao, experimentar e avaliar o resultado. Clínicos nao devem julgar e devem se manter sensíveis para ajudar as famílias a manter atitudes positivas, mesmo diante de desafios9.

Ensinar aos pais um estilo parental autoritativo. Pesquisas já demonstraram que o estilo parental é um dos principais fatores determinantes do bem-estar de crianças e nao a estrutura familiar. O psicólogo Laurence Steinberg cunhou o termo "autoritativo" ("authoritative") para descrever o estilo parental que mais provavelmente fomenta a resiliência de crianças10. Adultos autoritativos:

  • sao afetuosos, cuidadosos e carinhosos, mesmo quando expressam sua desaprovaçao com o comportamento da criança;
  • apresentam regras firmes, claramente definidas;
  • disciplinam de maneira construtiva, justa e consistente, reconhecendo que a disciplina é uma forma de ensino, e nao de castigo;
  • têm expectativas apropriadas para seus filhos, de acordo com a etapa de desenvolvimento físico, emocional e intelectual dos mesmos; e
  • elogiam seus filhos por seus esforços e realizaçoes.


  • Clínicos podem motivar pais a participarem de grupos de pais ou a se inscreverem em programas de treinamento de competências parentais para desenvolver um estilo parental mais autoritativo. Os pais precisam saber que reconhecer os esforços e as realizaçoes dos filhos ajuda a criar confiança, autoestima e resiliência.

    Incentivar famílias a passarem mais tempo juntas e apoiar o envolvimento da família extensa e da comunidade. Terapeutas podem ajudar seus clientes a buscarem o apoio de um membro da família extensa para ajudar a cuidar das crianças, especialmente quando um ou os dois pais têm problemas com o uso de substâncias ilícitas ou de saúde mental. "Terapeutas podem recrutar o apoio das famílias," afirma Froma Walsh, uma especialista em resiliência familiar11. Clínicos também podem ajudar seus clientes a acessarem creches subsidiadas, programas extracurriculares e colônias de férias.

    Ajudar famílias a desenvolver um sentimento de pertencimento e segurança e promover crenças compartilhadas. Crianças tendem a crescer de maneira resiliente quando têm um sentimento de pertencimento e segurança. Clínicos podem ajudar as famílias a transmitir um sentimento de pertencimento ao incentivá-las a celebrarem aniversários e outras datas festivas, tanto seculares como religiosas, juntas.

    Eles podem ajudar as famílias a contatar suas comunidades de fé. "O alimento espiritual também pode ser encontrado fora do domínio da religiao formal, através de um contato pessoal profundo com a natureza, a música e as artes ou um poder altíssimo", diz Walsh11.

    Fatores ambientais que afetam a resiliência

    As características dos ambientes (comunidades ou sociedades) podem afetar profundamente a saúde e a resiliência das mesmas. Alguns fatores ambientais que afetam a resiliência de jovens incluem condiçoes físicas (acesso a alimento, moradia, escolas e recursos recreativos) e condiçoes sociais (sentimento de inclusao e pertencimento a comunidades e a sociedade em geral, independentemente de gênero, etnia, religiao ou orientaçao sexual). Igualdade de emprego, renda suficiente e acesso a serviços sociais também constituem os aspectos sociais do ambiente.

    Os principais fatores ambientais que afetam a resiliência incluem - condiçoes sociais, influência da mídia, inclusao social independentemente de gênero e cultura, nível socioeconômico e acesso a educaçao e saúde. Outro fator importante é a participaçao dos jovens no mundo que os cerca. A aceitaçao das diferenças sociais, culturais e étnicas contribui para a autoestima e a resiliência.

    Deve-se aceitar e celebrar as diferenças na escola e na comunidade; ensinar aos jovens uma atitude respeitosa positiva perante gêneros e culturas diferentes; ajudar os jovens que sofrem com preconceitos e discriminaçao a aceitar a diversidade. As pessoas que lidam com essa faixa etária precisam ser defensoras dos jovens, convencendo governos municipais, estaduais e federais a financiar programas que apoiarao os jovens e suas famílias através de moradias acessíveis, escolas seguras, creches adequadas e escolas públicas de alta qualidade.

    Mensagens na mídia podem ajudar ou prejudicar os jovens. A exposiçao à televisao, webcasts e websites transmitem ideias, pontos de vista e valores, de modo que é preciso ensinar os jovens a avaliar a mídia de maneira crítica e convidá-los a publicarem ou transmitirem seus pontos de vista assim como restringir o conteúdo violento.

    Chamada para Açao

    Os jovens precisam de oportunidades para assumir responsabilidades, resolver problemas e tomar decisoes nas escolas e nas comunidades.

    Deve-se defender programas que ajudem os jovens com deficiências mentais e físicas; oferecer programas de baixo custo de treinamento de pais e reduçao do estresse. Nas escolas, a percepçao de necessidades especiais e o apoio ótimo a estudantes necessitados aumentarao a resiliência dos jovens. O Governo deve ser pressionado para disponibilizar bolsas de estudo que incentivem os jovens a concluírem o bacharelado ou a formaçao profissional. O sistema de saúde está envolvido com a promoçao, prevençao e tratamento da saúde. A resiliência dos jovens é bem amparada quando existe um sistema robusto de saúde pública que defende programas e políticas que promovem o bem-estar de crianças, jovens e suas famílias.

    A atençao pré-natal, campanhas informativas sobre estilos de vida saudáveis, restringindo poluentes químicos e tabagismo, apoio a jovens de famílias com problemas de saúde mental e vício sao essenciais na promoçao da saúde e no desenvolvimento da resiliência de crianças e adolescentes.


    CONCLUSAO

    Ambientes de alto risco, tais como pobreza, problemas com drogas, abuso e doença dos pais, representam fatores de risco nas vidas dos jovens e afetam negativamente sua resiliência, ao passo que, comunidades solidárias, acesso à saúde e educaçao, famílias coesas e força individual promovem a resiliência e criam fatores de proteçao.

    A promoçao da saúde mental é uma nova e animadora abordagem. Ao se aprender a nutrir a resiliência em jovens e famílias, também se estará envolvido em estratégias de promoçao da saúde, em cuidar dos indivíduos, das famílias e das comunidades onde vivem, aproveitar suas forças e lhe dar oportunidades. No livro "Growing Up Resilient", sao discutidas maneiras de fortalecer indivíduos, famílias e ambientes e formas de desenvolver a resiliência de crianças e jovens: competências sociais e de adaptaçao, pensamento positivo e autoimagem positiva, comunicaçao efetiva e estilo parental consciente, assim como, comunidades seguras com acesso a escolas e clínicas de saúde que dao aos jovens oportunidades para que possam desenvolver-se em momentos desafiadores.

    Desenvolvimentos futuros no campo da resiliência abordarao a interaçao de genes, a experiência na resiliência humana e o entendimento do potencial de expansao e plasticidade cerebrais no desenvolvimento e nas mudanças positivas.


    REFERENCIAS

    1. Henderson N. Hard-wired to bounce back. The Prevention Researcher. 2003;10(1):5-7.

    2. Barankin T, Khanlou N. Growing up resilience: way to build resilience in children and youth. Toronto: CAMH Publishing; 2007.

    3. James A. The invulnerable child. The Guilford Press; 1987.

    4. Rutter M. Resilience concepts and findings: implications for family therapy. J FamTher. 1999;21(2):119-44.

    5. Werner E, Smith R. Vulnerable but invincible: a study of resiliencechildren.New York: McGraw Hill; 1982.

    6. Werner EE, Smith RS. Journeys from childhood to midlife: risk, resiliency, and recovery. Ithaca, NY: Cornell University Press; 2001.

    7. Barankin T, Greenberg M. The impact of parental affective disorders on families. In: AboshB, Collins A, editors. Mental illness in the family: issues and trends. Toronto: University of Toronto Press; 1996. p. 105-19.

    8. Beardslee WR, Podorefsky D. Resilient adolescents whose parents have serious affective and other psychiatric disorders. Am J Psychiatry. 1988;145(I):63-9.

    9. Rutter M. Resilience in the face of adversity: protective factors and resistance to psychiatric disorder. Br J Psychiatry. 1985;147:598-611.

    10. Steinberg WJ. The role of the family in adolescentdevelopment: preventing risk, promoting resilience. Keynote presentation at the conference on Children, Youth and Families at Risk Program Initiative, San Diego; 2001.

    11. Walsh F. Family resilience: a framework for clinical practice. Fam Process. 2003;42:1-18.
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