Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 10 nº 3 - Jul/Set - 2013

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Páginas 14 a 21


Fotoproteçao em adolescentes portugueses

Sun protection in Portuguese adolescents

Fotoprotección en adolescentes portugueses


Autores: Ester Preciosa Maio Nunes Pereira1; Rui Passadouro2; Pascoal Moleiro3

1. Doutora. Interna da Formaçao Específica em Pediatria. Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar Leiria - Pombal EPE, Portugal
2. Doutor. Delegado de Saúde Adjunto. Centro de Saúde Dr. Arnaldo Sampaio, Portugal
3. Doutor. Médico Assistente de Pediatria. Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar Leiria - Pombal EPE, Portugal

Ester Pereira
Centro Hospitalar Leiria-Pombal EPE
Rua das olhalvas Pousos
Leiria, Portugal. CEP: 2410-197
esterpmnpereira@gmail.com

Recebido em 08/02/2013
Aprovado em 26/07/2013

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Como citar este Artigo

Descritores: Adolescente, queimadura solar, protetores solares.
Keywords: Adolescent, sunburn, sunscreen.
Palabra Clave: Adolescente, quemadura solar, protectores solares.

Resumo:
OBJETIVO: Avaliar a frequência de queimaduras solares e as medidas de fotoproteçao adotadas em uma amostra de adolescentes portugueses.
MÉTODOS: Estudo transversal analítico, que decorreu entre abril e maio de 2010, através da aplicaçao de questionário anônimo em adolescentes com idades entre 11 e 18 anos, que frequentassem a escola pública. Análise estatística: teste Qui-quadrado de independência (p<0,05).
RESULTADOS: Validaram-se 292 inquéritos. 40% apresentaram uma ou mais queimaduras solares no verao anterior e associou-se a maior frequência: grupo etário 16 aos 18 anos (p=0,001), fotótipo I a IV (p=0,000), quando "todos/muitos amigos ficam bronzeados" (p=0,005), sentir-se "mais saudável quando bronzeado" (p=0,013) e achar que "vale a pena queimar para ficar bronzeado" (p=0,002). A utilizaçao regular de roupa leve (p=0,002) e a procura de sombra (p=0,015) associaram-se a menor frequência de queimadura solar, nao se verificando relaçao estatisticamente significativa com a utilizaçao regular de protetor solar (p=0,197). A utilizaçao de roupa leve foi a medida de fotoproteçao mais referida (63%). 50% utilizavam regularmente protetor solar, mas, destes, apenas 16% de forma correta. Nenhuma das medidas de proteçao solar adotada se relacionou com fotótipo (p>0,05).
CONCLUSAO: Em 40% dos adolescentes ocorreu pelo menos uma queimadura solar no verao anterior, observando-se maior frequência na faixa etária dos 16 aos 18 anos (61%). Constatou-se reduçao na utilizaçao regular de medidas de fotoproteçao com o aumento da idade. É notória a influência dos pares e da preferência pelo bronzeado nos comportamentos e atitudes adotados.

Abstract:
OBJECTIVE: To evaluate the frequency of sunburns and the adoption of photoprotection measures in a sample of Portuguese adolescents.
METHODS: Transversal analytical study conducted between April and May of 2010 by application of an anonymous questionnaire answered by adolescents, between 11 to 18 years old, attending public school. Statistical analysis: Chi-square test of independence (p<0.05).
RESULTS: 292 questionnaires were validated. 40% of adolescents presented 1 or more sunburns in the previous summer. A higher frequency was associated to: group age 16 to 18 years old (p=0.001), skin phototype I to IV (p=0.000), when "all/many friends become sun tanned" (p=0.005), feeling "healthier when sun tanned" (p=0.013) and think that "it's worth to burn to become sun tanned" (p=0.002). The regular use of light protective clothes (p=0.002) and the search for a shadow (p=0.015) were associated to a lower frequency of sunburn and no statistical relation was verified with the use of sunscreen (p=0.197). The regular use of light protective clothes was the photoprotection measure more referred (63%). About 50% of adolescents used sunscreen on regular basis, but only 16% correctly. None of the photoprotection measures adopted were related to the skin phototype (p>0.05).
CONCLUSION: About 40% of adolescents had at least 1 sunburn in the previous summer, with higher frequency in the group 16 to 18 years old (61%). There was a reduction on the regular use of photoprotection measures with increasing age. It is evident in the behavior and attitudes of the adolescents their peer influence and preference towards a sun tan.

Resumen:
OBJETIVO: Evaluar la frecuencia de quemaduras solares y las medidas de fotoprotección adoptadas en una muestra de adolescentes portugueses.
MÉTODOS: Estudio transversal analítico efectuado entre abril y mayo de 2010, a través de la aplicación de cuestionario anónimo en adolescentes con edades entre 11 y 18 años, que frecuentaran la escuela pública. Análisis estadístico: teste Chi--cuadrado de independencia (p<0,05).
RESULTADOS: Se validaron 292 averiguaciones. 40% presentaron una o más quemaduras solares en el verano anterior y se asoció a mayor frecuencia: grupo etario 16 a los 18 años (p=0,001), fototipo I a IV (p=0,000), cuando "todos/muchos amigos quedan bronceados" (p=0,005), sentirse "más saludable cuando se broncea" (p=0,013) y creer que "vale la pena quemarse para quedar bronceado" (p=0,002). La utilización regular de ropa leve (p=0,002) y la búsqueda de sombra (p=0,015) se asociaron a menor frecuencia de quemadura solar, no verificándose relación estadísticamente significativa con el uso regular de protector solar (p=0,197). El uso de ropa leve fue la medida de fotoprotección más indicada (63%). 50% utilizaban regularmente protector solar, pero de éstos, apenas 16% de forma correcta. Ninguna de las medidas de protección solar adoptada se relacionó con fototipo (p>0,05).
CONCLUSION: En 40% de los adolescentes ocurrió por lo menos una quemadura solar en el verano anterior, observándose mayor frecuencia en la franja etaria de los 16 a los 18 años (61%). Se constató reducción en el uso regular de medidas de fotoprotección con el aumento de la edad. Es notoria la influencia de los pares y de la preferencia por el bronceado en los comportamientos y actitudes adoptados.

INTRODUÇAO

A exposiçao excessiva à radiaçao ultravioleta (UV) acarreta efeitos deletérios para a saúde pela sua açao carcinogênica. Cerca de 2 a 3 milhoes de casos de cancro cutâneo nao melanoma e 130.000 casos de melanoma sao diagnosticados mundialmente a cada ano1. A infância e a adolescência constituem períodos críticos de exposiçao solar para o desenvolvimento de cancro cutâneo na idade adulta. O cancro cutâneo nao melanoma relaciona-se diretamente com a acumulaçao de exposiçao UV ao longo da vida e o risco de melanoma maligno é, por outro lado, mais elevado com exposiçoes intermitentes e intensas, sobretudo antes dos 20 anos de idade2-5. No entanto, as queimaduras solares e práticas inadequadas de fotoproteçao permanecem comuns, especialmente entre os adolescentes, em diferentes séries internacionais6.

Atendendo a que a educaçao e instituiçao de programas de prevençao sao largamente custo-efetivas1, torna-se imprescindível o conhecimento da realidade local para a sua mais eficaz aplicaçao. Pretendeu-se, assim, avaliar a frequência de queimaduras solares e as medidas de fotoproteçao adotadas em uma amostra de adolescentes portugueses.


MÉTODOS

POPULAÇAO DE ESTUDO E AMOSTRA

A populaçao de estudo consistiu nos adolescentes com idades compreendidas entre 11 e 18 anos que frequentassem a escola pública no Distrito de Leiria. Três escolas, duas pertencentes ao Concelho de Leiria e uma ao Concelho de Alcobaça, aceitaram participar no estudo. Foi selecionada uma amostra de conveniência, constituída por uma turma de cada ano de escolaridade, entre o 5º e o 12º ano. Durante o horário letivo, aplicou-se um questionário escrito, anônimo, de preenchimento voluntário, sob a supervisao dos professores, entre abril e maio do ano 2010. Foi concedida autorizaçao prévia para realizaçao do estudo pela Direçao-Geral de Inovaçao e de Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educaçao e Ciência.

QUESTIONARIO

O questionário pretendia avaliar: queimaduras solares no verao anterior, medidas de fotoproteçao regularmente adotadas, influência dos pares, atitudes e conhecimentos relativamente à exposiçao solar. Dados sobre idade, sexo e fotótipo foram igualmente obtidos.

DEFINIÇOES

Fotótipo: Autorreportado, através de questionário baseado na classificaçao de Fitzpatrick sobre a capacidade da pele de bronzear quando exposta ao sol3. Para posterior análise, os adolescentes foram agrupados em três grupos: pele clara que queima facilmente (fotótipos I e II), pele intermédia que bronzeia gradualmente (fotótipos III e IV) e pele escura que bronzeia facilmente (fotótipos V e VI).

Queimadura solar: Pele vermelha e dolorosa com duraçao superior a 12 horas, ocorrendo após exposiçao ao sol7.

Medidas de fotoproteçao: Definiu-se como utilizaçao regular, quando a medida de fotoproteçao era utilizada sempre ou muitas vezes e como utilizaçao esporádica quando a medida de fotoproteçao era utilizada algumas vezes, raramente ou nunca, num dia de sol, no verao, em exposiçao solar com duraçao superior a 1 hora.

Protetor solar: Considerou-se utilizaçao correta a seleçao de um índice de proteçao solar igual ou superior a 15, aplicaçao pelo menos 30 minutos antes da exposiçao solar em todo o corpo e renovaçao a cada 2 horas ou menos e após o banho2-5.

ANALISE ESTATISTICA

Para a análise dos dados, foi utilizada a versao 17.0 do programa estatístico SPSS (Statistical Package for the Social Science, Chicago, IL, EUA). Nas comparaçoes entre os dois grupos, baseadas em variáveis categóricas, foi utilizado o teste Qui-quadrado de independência, considerando-se resultados significativos quando p <0,05.


RESULTADOS

Foram distribuídos 420 e preenchidos 329 questionários. Destes, 292 foram considerados válidos para análise.

A Tabela 1 apresenta as características demográficas da amostra. A idade média foi de 13,6 ± 2,0 anos (mínimo de 11 e máximo de 18 anos), com distribuiçao equitativa do sexo por grupo etário (p=0,078).




QUEIMADURAS SOLARES

No verao anterior à aplicaçao do questionário, 118 adolescentes apresentaram pelo menos uma queimadura solar (40%), com média de 1,4 ± 0,8 queimaduras solares por indivíduo (mínimo de 1 e máximo de 5). Antes da pior queimadura solar, como medidas de fotoproteçao 55% utilizavam protetor solar, 21% óculos escuros, 20% sombra, 10% chapéu e 7% roupa leve. Nao utilizavam nenhuma medida de fotoproteçao 32%.

Verificou-se maior frequência de queimaduras solares com o aumento da idade (p=0,001) e nos fotótipos i a iV (p=0,000).

MEDIDAS DE FOTOPROTEÇAO (Tabela 2)




A medida de fotoproteçao utilizada regularmente de forma mais frequente foi a roupa leve (por exemplo, t-shirt) em 63%. 50% utilizavam regularmente protetor solar, 46% sombra, 42% óculos escuros e chapéu, 25%.

Dos que utilizavam regularmente protetor solar, apenas 16% o faziam de forma correta. Cerca de 81% selecionavam um índice de proteçao solar igual ou superior a 15, 58% aplicavam pelo menos 30 minutos antes da exposiçao solar, 60% aplicavam em todo o corpo e 31% renovavam a cada 2 horas ou menos e após o banho.

A utilizaçao regular de protetor solar (p=0,000) e de chapéu (p=0,000) diminuiu com a idade e a de óculos escuros foi mais frequente no sexo feminino (p=0,003). Relacionou-se com menor frequência de queimadura solar a utilizaçao regular de roupa leve (p=0,002) e a procura de sombra (p=0,015). Nenhuma das medidas de fotoproteçao regularmente adotadas se relacionou com o fotótipo.

INFLUENCIA DOS PARES (Tabela 3)




Afirmaram que muitos ou todos os amigos ficavam bronzeados no fim do verao, 60% e que muitos ou todos os amigos utilizavam protetor solar, 40%. Conheciam alguém com cancro de pele, 6%.

o fato de muitos ou todos os amigos ficarem bronzeados no fim do verao relacionou-se com maior frequência de queimadura solar (p=0,005). Pelo contrário, quando muitos ou todos os amigos utilizavam protetor solar, a frequência de queimaduras solares foi menor (p=0,031) e a utilizaçao regular de protetor solar pelo próprio foi maior (p=0,000).

ATITUDES E CONHECIMENTOS RELATIVAMENTE A EXPOSIÇAO SOLAR (Tabela 4a/b)




Concordaram com as afirmaçoes: "Proteger a pele do sol é uma medida simples para permanecer saudável", 96%, "o protetor solar permite que esteja exposto ao sol menos preocupado", 85%, "Aplicar frequentemente protetor solar é ridículo", 18%, "Estar exposto ao sol sem proteçao pode aumentar o risco de cancro", 94%, "A minha pele vai envelhecer mais rapidamente se passar mais tempo ao sol", 56%, "Sinto-me mais saudável quando estou bronzeado(a)", 51%, "Fico mais bonito(a) quando estou bronzeado(a)", 78% e "Vale a pena ficar um pouco queimado(a) para ficar bronzeado(a)", 29%.

Os rapazes concordaram mais frequentemente que "Aplicar frequentemente protetor solar é ridículo" (p=0,002), relacionando-se com a sua menor utilizaçao regular (p=0,008). Os adolescentes com fotótipos mais baixos concordaram mais frequentemente que "A minha pele vai envelhecer mais rapidamente se passar mais tempo ao sol" (p=0,000). A preferência pelo bronzeado relacionou-se com maior frequência de queimadura solar ("Sinto-me mais saudável quando estou bronzeado(a)" (p=0,013) e "Vale a pena ficar um pouco queimado(a) para ficar bronzeado(a)" (p=0,002), fotótipo mais alto ("Sinto-me mais saudável quando estou bronzeado(a)" (p=0,016) e sexo feminino ("Fico mais bonita quando estou bronzeada" (p=0,020).


DISCUSSAO

No verao anterior à aplicaçao do questionário, 40% dos adolescentes apresentou pelo menos uma queimadura solar, inferior ao constatado em diversas séries internacionais7-12. A maioria havia utilizado protetor solar antes da pior queimadura solar, em 55% dos casos, provavelmente refletindo o seu uso inadequado6, 8. De fato, este estudo revelou que apenas 16% dos adolescentes que utilizam protetor solar regularmente o fazem de forma correta, ou seja, selecionam um índice de proteçao solar igual ou superior a 15, aplicam pelo menos 30 minutos antes da exposiçao solar em todo o corpo e renovam a cada 2 horas, ou menos, e após o banho. Por outro lado, também poderá estar implicada uma exposiçao solar mais prolongada e intensa, pela sensaçao de proteçao atribuída à aplicaçao do protetor solar7.

A frequência de queimadura solar aumentou com a idade, sendo superior no grupo etário dos 16 aos 18 anos (61%). Vários fatores psicossociais característicos da adolescência têm vindo a ser implicados7-9, 13, 14. A influência dos pares está bem evidente, refletindo-se na maior frequência de queimaduras solares quando todos ou muitos amigos ficam bronzeados no fim do verao e na sua menor frequência quando todos ou muitos amigos utilizam protetor solar. A procura de bronzeado ("Sinto-me mais saudável quando estou bronzeado" e "Vale a pena ficar um pouco queimado para ficar bronzeado") também se relacionou com maior frequência de queimaduras solares. A semelhança de outras séries internacionais, a maioria dos adolescentes conhecia os efeitos em longo prazo da exposiçao solar6, 10, 15-17 (cancro cutâneo e envelhecimento em 94% e 56%, respetivamente), nao influenciando a frequência de queimaduras solares.

Surpreendentemente e, ao contrário do encontrado na literatura internacional, a roupa leve foi a medida de fotoproteçao regular mais frequentemente utilizada, em 63%7, 10, 11. Quase todas as medidas de proteçao solar apresentam taxas de utilizaçao regular semelhantes ou superiores às encontradas em outros países, à exceçao do protetor solar e do chapéu na Austrália7-12.

Apenas a utilizaçao de roupa leve e a procura de sombra regularmente se relacionaram com menor frequência de queimadura solar. O protetor solar nao teve influência, provavelmente refletindo o seu uso inadequado e/ou maior exposiçao solar6-8. Verificou-se que a utilizaçao regular de protetor solar e de chapéu diminui com o aumento da idade e que a de óculos escuros é mais frequente no sexo feminino. Ao contrário do que seria recomendado, nao se verificou qualquer relaçao entre as medidas de proteçao solar adotadas e o fotótipo, o que provavelmente contribuiu para a maior frequência de queimaduras solares nos fotótipos mais baixos.

Sao limitaçoes do estudo efetuado: amostra de conveniência, constituída por adolescentes que frequentam a escola pública, excluindo os restantes com padroes de comportamento eventualmente distintos (apesar da baixa taxa de abandono escolar em Portugal, de 1,58% no ano 201118); utilizaçao de questionário nao validado; metodologia envolvendo a aplicaçao de questionário, com possibilidade de dificuldade na compreensao de algumas perguntas; dados autorreportados, com risco de sobre-estimativa dos comportamentos; número de queimaduras solares relativo ao verao anterior e aplicaçao do questionário nos meses de abril e maio, numa altura de menor preocupaçao relativamente à exposiçao solar.

Conclui-se que 40% dos adolescentes apresentou pelo menos uma queimadura solar no verao anterior, observando-se maior frequência na faixa etária dos 16 aos 18 anos (61%). Constatou-se, ainda, uma reduçao na utilizaçao regular de medidas de fotoproteçao com o aumento da idade. A roupa leve foi a medida de fotoproteçao mais referida (63%), contrastando com a escassa utilizaçao correta do protetor solar. É notória a influência dos pares, da preferência pelo bronzeado e da despreocupaçao relativamente às consequências a longo prazo nos comportamentos adotados, traduzindo caraterísticas psicossociais próprias da adolescência. Constituem áreas de potencial intervençao, de forma a modificar atitudes e comportamentos e, em última análise, promover a prevençao primária do cancro cutâneo, sendo a escola um espaço privilegiado de atuaçao.


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