Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 10 nº 2 - Abr/Jun - 2013

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Páginas 23 a 29


Avaliaçao do cumprimento do calendário de vacinaçao dos adolescentes de uma escola municipal

Evaluation of accomplishment of the vaccination schedule of adolescents from a public school

Evaluación de la extensión del calendario de vacunación de los adolescentes de una escuela municipal


Autores: Emanuelle Oliveira Lemos1; Dyndara Rodrigues Pedrosa2; Perla Suely Gaia Raniéri3; Carla Andréa Avelar Pires4; Aline Macedo Queiroz5

1. Graduanda do curso de medicina - Acadêmica do curso de medicina. Universidade Federal do Pará. Belém, PA, Brasil.
2. Graduanda do curso de medicina - Acadêmica do curso de medicina. Universidade Federal do Pará. Belém, PA, Brasil.
3. Graduada no curso de enfermagem da UFPA com especializaçao em Medicina Tradicional Chinesa, com ênfase em Acupuntura Sistêmica. Enfermeira efetiva da Prefeitura Municipal de Ananindeua e preceptora do Pet-Saúde UFPA/Ananindeua. Universidade Federal do Pará. Belém, PA, Brasil.
4. Mestrado em Doenças Tropicais na UFPA. Doutorado em andamento em Medicina na UFPA, professora da UFPA das disciplinas Atençao Integral à Saúde I e Habilidades Médicas I e III e coordenadora do projeto Pet-Saúde FPA/Ananindeua. Universidade Federal do Pará. Belém, PA, Brasil.
5. Graduaçao em enfermagem pela UFBA. Professora auxiliar da UFPA, mestranda do programa de pós-graduaçao de enfermagem desta universidade, membro do grupo de pesquisa EDUGESPEN/UFPA e do PESCA/UEPA e tutora do Pet-Saúde UFPA/Ananindeua. Universidade Federal do Pará. Belém, PA, Brasil.

Emanuelle Oliveira Lemos
Universidade Federal do Pará
Rua dos Mundurucus, 4487
Belém, PA, Brasil. CEP: 66073-000
emanuelle.med.ufpa@hotmail.com

Recebido em 01/10/2012
Aprovado em 13/04/2013

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Como citar este Artigo

Descritores: Saúde do adolescente, vacinaçao, serviços de saúde escolar.
Keywords: Adolescent health, vaccination, school health services.
Palabra Clave: Salud del adolescente, vacunación, servicios de salud escolar.

Resumo:
OBJETIVO: Analisar a cobertura vacinal em um grupo de 67 adolescentes de uma escola municipal no município de Ananindeua, Pará.
MÉTODOS: Este é um estudo do tipo epidemiológico, seccional, observacional, de natureza descritiva. Foram analisadas as informaçoes contidas nos cartoes de vacinaçao dos alunos. No dia da açao, inicialmente foi realizada uma triagem para verificaçao de peso e altura dos jovens, em seguida foram aplicados os questionários aos adolescentes e seus responsáveis. Após análise das carteiras, foram distribuídas as novas carteiras do adolescente com a marcaçao das vacinas necessárias e as aprazadas. Na etapa final, os jovens que apresentavam carteira de vacinaçao atrasada foram submetidos à imunizaçao, por profissionais da Estratégia Saúde da Família. Além disso, os jovens e responsáveis receberam orientaçoes sobre a importância das vacinas.
RESULTADOS: A prevalência de adolescentes com carteira de vacinaçao foi de 64,1%, sendo que do total dos jovens, apenas 17,9% possuíam cobertura vacinal. A vacina que apresentou maior demanda foi a da febre amarela (88,1%), seguida da tríplice viral (79,1%), da dupla tipo adulto (dT) (73,1%) e de hepatite B (47,8%).
CONCLUSAO: Nossos achados demonstraram a deficiência do cumprimento do calendário vacinal na adolescência, o que evidencia a necessidade da implantaçao e atuaçao do Projeto Saúde do Escolar com o objetivo de orientar e sensibilizar os adolescentes e seus responsáveis quanto à importância da continuidade do calendário vacinal, além de fornecimento das vacinas, na própria escola, para alcançar as metas propostas pelo Ministério da Saúde.

Abstract:
OBJECTIVE: To analyze the prevalence of vaccination coverage in a group of 67 adolescents from a public school in the city of Ananindeua-PA, Brazil.
METHODS: This is an epidemiological, sectional, observational, descriptive study. It was done by analyzing the information contained in the vaccination cards of students. On the day of action, a screening was initially performed to check for weight and height of young people, and then the questionnaires were administered to adolescents and their parents or responsible. After analysis of the vaccination cards, new ones were distributed with the labeling of vaccines needed and the time-bound for the immunizations. In the final step, students who had delayed vaccination records were submitted to immunization by competent professionals working in Family Health Strategy. In addition, young people and those responsible by them received orientation on the importance of vaccines.
RESULTS: The prevalence of adolescents with vaccination card was 64.1%, and among the total of young people, only 17.9% had vaccination coverage. The vaccine with the highest demand was yellow fever (88.1%), followed by MMR (79.1%), tetanus and diphtheria (Td) (73.1%) and hepatitis B (47.8%).
CONCLUSION: Our findings demonstrated deficiency of compliance with the immunization schedule in adolescence, which highlights the need for the implementation and performance of the School Health Project in order to orient and sensitize adolescents and those responsible by them regarding the importance of continuing the immunization schedule, besides supplying vaccines at the school to achieve the goals proposed by the Ministry of Health of Brazil.

Resumen:
OBJETIVO: Analizar la cobertura de vacunas en un grupo de 67 adolescentes de una escuela municipal en el municipio de Ananindeua, Pará.
MÉTODOS: Este es un estudio del tipo epidemiológico, seccional, observacional, de naturaleza descriptiva. Fueron analizadas las informaciones contenidas en las tarjetas de vacunación de los alumnos. En el día de la acción, inicialmente fue realizada una selección para verificación de peso y altura de los jóvenes, enseguida fueron aplicados los cuestionarios a los adolescentes y sus responsables. Luego del análisis de las carteras, fueron distribuidas las nuevas carteras del adolescente con la marcación de las vacunas necesarias y las aplazadas. En la etapa final, los jóvenes que presentaban cartera de vacunación atrasada fueron sometidos a inmunización por profesionales de Estrategia Salud de la Familia. Además de eso, los jóvenes y responsables recibieron orientaciones sobre la importancia de las vacunas.
RESULTADOS: La prevalencia de adolescentes con tarjeta de vacunación fue de 64,1%, siendo que del total de jóvenes, apenas 17,9% poseían cobertura de vacunas. La vacuna que presentó mayor demanda fue la da fiebre amarilla (88,1%), seguida de triple viral (79,1%), de doble tipo adulto (dT) (73,1%) y de hepatitis B (47,8%).
CONCLUSION: Nuestros hallazgos demostraron la deficiencia del cumplimiento del calendario de vacunas en la adolescencia, lo que evidencia la necesidad de implantación y actuación del Proyecto Salud del Escolar, con el objetivo de orientar y sensibilizar a los adolescentes y sus responsables respecto a la importancia de la continuidad del calendario de vacunas, además de la provisión de las vacunas en la propia escuela, para alcanzar las metas propuestas por el Ministerio de Salud.

INTRODUÇAO

Na atual política de saúde, a atividade de vacinaçao é realizada preferencialmente pela Estratégia Saúde da Família (ESF), constituída por uma equipe multiprofissional, atuando em uma área definida e populaçao cadastrada, com o objetivo de promover prevençao à saúde da família. Em relaçao à saúde do adolescente, a ESF deve incorporar a proposta de saúde integral, buscando fazer: acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, orientaçao nutricional, imunizaçoes, atividades educativas, identificaçao e tratamento de agravos e de doenças prevalentes1.

O papel da atençao primária é investigar as vacinas que o jovem recebeu, através do acolhimento e atendimento diferenciado. Quando o adolescente apresentar um esquema vacinal incompleto ou carência de qualquer vacina, é importante que receba as vacinas indicadas para a sua idade2.

A criaçao do Programa Nacional de Imunizaçoes (PNI) ampliou a assistência de vacinas disponibilizadas na rede pública para crianças, adolescentes e adultos na rotina e nos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIEs)3.

Para tanto, o Ministério da Saúde (p. 8, 2004)4 preconiza e disponibiliza a imunizaçao dos adolescentes contra hepatite B (efetuadas em três doses), dupla tipo adulto (uma dose a cada dez anos), febre amarela (uma dose a cada dez anos) e tríplice viral (duas doses). Algumas modificaçoes vêm ocorrendo no esquema de imunizaçao ativa na adolescência. Vacinas novas foram licenciadas, sendo algumas recomendadas para uso de rotina.

Em setembro de 2008, o Ministério da Saúde associado ao Ministério da Educaçao criou o Programa Saúde na Escola (PSE) com a intençao de integrar e articular de forma permanente esses dois segmentos. Essa associaçao tem como objetivo reforçar a saúde dos alunos brasileiros e construir uma cultura de paz nas escolas. Além disso, o PSE tem como objetivo contribuir para a formaçao dos estudantes brasileiros através da promoçao, prevençao e atençao à saúde, com vistas ao enfrentamento da vulnerabilidade a que estao sujeitas as crianças e adolescentes da rede pública de ensino.

O presente estudo teve por objetivo avaliar a situaçao vacinal de um grupo de adolescentes matriculados na Escola de Ensino Estadual Fundamental José de Assis Ribeiro, localizada na área de atuaçao da ESF Cidade Nova VI no município de Ananindeua (PA), analisar os conhecimentos, atitudes e práticas adotados pelos adolescentes no cuidado à saúde, em relaçao às doenças imunizáveis, e orientá-los quanto à importância da vacinaçao.


MÉTODOS

Este é um estudo do tipo epidemiológico, seccional, observacional, de natureza descritiva. A pesquisa foi realizada de outubro de 2011 a janeiro de 2012, em 67 adolescentes estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental José de Assis Ribeiro, localizada na área de atuaçao da Estratégia Saúde da Família Cidade Nova VI, na Unidade Municipal de Saúde Cristo Redentor, Ananindeua-PA.

A pesquisa foi realizada a partir da análise de informaçoes contidas nos cartoes de vacinaçao e de entrevistas individuais com os adolescentes e seus responsáveis. Foi utilizado um questionário padronizado desenvolvido pelos autores, devido à ausência, na literatura, de outro que se enquadrasse no objetivo da investigaçao. A partir do questionário obtiveram-se resultados quanto ao nível de conhecimento dos adolescentes, em relaçao aos seguintes aspectos: definiçao e utilidade da vacina, calendário da vacina para o adolescente, ser usuário de ESF, definiçao e forma de transmissao da hepatite B e a existência da vacina contra esta doença. Com os responsáveis, questionou-se sobre as razoes para o nao cumprimento da carteira de vacinaçao, além de dados socioeconômicos.

Foi feita uma avaliaçao das carteiras de vacinaçao infantil apresentadas pelos adolescentes. O estudo nao levou em consideraçao as informaçoes verbais a respeito do estado vacinal da populaçao investigada, considerando que nao havia confiabilidade nos dados.

No dia da açao, inicialmente foi realizada uma triagem para verificaçao de peso e altura dos adolescentes e, em seguida, foram aplicados os questionários aos jovens e seus responsáveis. Após análise das carteiras, foram distribuídas as novas carteiras do adolescente com a marcaçao das vacinas necessárias e as aprazadas.

Na etapa final, os adolescentes com a carteira de vacina atrasada foram submetidos à imunizaçao por profissionais competentes que atuam na ESF. Além disso, os jovens e responsáveis receberam orientaçoes sobre a importância das vacinas.

Os responsáveis que concordaram com a pesquisa e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal do Pará (Protocolo nº129/2011) permitiram a participaçao do seu representado.

Os resultados obtidos foram organizados em uma planilha de dados do Excel 2007r e receberam tratamento estatístico a partir do programa Epi Info 3.5.2. Inicialmente, foi realizada análise descritiva dos dados e, em seguida, a análise estatística inferencial com os testes do Qui-quadrado e exato de Fisher. Estabeleceu-se nível α de significância a valores iguais ou inferiores a 0,05.


RESULTADOS

Em relaçao ao perfil sociodemográfico dos adolescentes do estudo, houve uma pequena predominância do sexo masculino (50,75%). O estudo aponta que 56,7% dos jovens tinham 11 anos de idade, enquanto que uma minoria de 12% apresenta idade maior do que 14 anos. A média de idade entre os adolescentes foi de 11,92 anos, nao havendo diferença significativa entre os gêneros. Quanto ao grau de escolaridade, 16,41% dos alunos pertencem à terceira série do ensino fundamental, enquanto que 83,59% pertencem à quarta série deste ensino.

Do total de 67 adolescentes, observa-se que 46,2% apresentavam vacinaçao incompleta, 35,8% nao possuíam carteira e apenas 17,9% tinham a carteira completa (Tabela 1).




Verificou-se que eram necessárias as seguintes vacinas: febre amarela (88,1%), tríplice viral (79,1%), dupla tipo adulto (dT) (73,1%) e hepatite B (47,8%) (Gráfico 1).


Gráfico 1. Necessidade vacinal dos adolescentes.



Entre os 67 alunos que participaram da açao de vacinaçao, apenas um nao precisou tomar nenhuma vacina, já que sua carteira encontrava-se completa, entretanto o restante dos adolescentes recebeu pelo menos uma vacina. Neste dia, o projeto priorizou no primeiro momento as vacinas contra febre amarela e dupla tipo adulto e as doses subsequentes foram aprazadas. Quanto ao número de vacinas aplicadas na açao, contabilizamos: 57 doses de vacinas contra febre amarela, 48 de dT, 9 da tríplice viral e 2 de hepatite B (Gráfico 2).


Gráfico 2. Número de vacinas aplicadas na açao de vacinaçao.



Dos 67 adolescentes entrevistados, 77,6% afirmaram ter conhecimento sobre a definiçao e utilidade da vacina, enquanto que apenas 7,47% relataram ter conhecimento sobre o calendário da vacina para o adolescente. Em relaçao a ter conhecimento sobre definiçao e forma de transmissao da hepatite B, todos os entrevistados negaram conhecimento, enquanto que apenas 26,87% afirmaram ter conhecimento sobre a existência da vacina contra hepatite B.

Nos dados do Gráfico 3, observa-se que, dentre os adolescentes do estudo que possuem carteira, 60,5% frequentam alguma Unidade Básica de Saúde (UBS) e 39,5% relataram nao frequentar. Já entre os adolescentes que nao possuem carteira, 58,3% nao frequentam a UBS e 41,7% procuram o serviço de saúde.


Gráfico 3. Relaçao dos adolescentes que têm carteira e frequentam algum estabelecimento de saúde.



Considerando os responsáveis pelos adolescentes, 43,5% relataram ter cursado todo o ensino médio, enquanto que apenas 4,8% sao analfabetos e 3,2% possuem ensino superior completo. Todos os responsáveis consideraram importante a vacinaçao, alegando ser uma medida preventiva às doenças.

Entre as razoes referidas pelos responsáveis para o nao cumprimento do calendário de vacinaçao dos adolescentes, 41,1% disseram ter perdido a carteira, 31,4% ter esquecido o prazo de vacinaçao, 19,6% alegaram desconhecer as vacinas necessárias e apenas 3,9% afirmaram nao encontrar a vacina na Unidade Básica de Saúde (Tabela 2).




DISCUSSAO

A prevalência de adolescentes com carteira de vacinaçao foi de 64,1%, sendo que do total dos jovens, apenas 17,9% possuíam cobertura vacinal. A vacina que apresentou maior demanda foi a da febre amarela (88,1%), seguida da tríplice viral (79,1%), da dupla tipo adulto (dT) (73,1%) e da hepatite B (47,8%). Esta maior demanda pode ser explicada devido à equivalência de adolescentes que necessitavam iniciar (52,2%) e reforçar (47,8%) a vacina da febre amarela. Tal achado também ocorreu entre os que precisavam da vacina dT, visto que 53,1% iniciaram o esquema e 46,9% fizeram apenas o reforço. Porém, contrasta com os dados achados no estudo de Araújo (2010)5, que revelou maior cobertura vacinal para febre amarela (20%), seguida da tríplice viral (19%).

A situaçao vacinal dos adolescentes da pesquisa, para todas as vacinas do PNI, encontra-se muito abaixo do estabelecido pelo MS, cuja recomendaçao é que devem estar em torno de 90% a 100% para um controle efetivo das doenças imunopreveníveis6.

Quanto ao nível de conhecimento dos jovens, apenas 7,47% relataram ter conhecimento sobre o calendário da vacina para o adolescente, concordando com os estudos desenvolvidos em Teresina em 20087 e 20105 que constataram baixos níveis de conhecimentos sobre vacinaçao e gravidade das doenças.

Em relaçao a ter conhecimento sobre definiçao e forma de transmissao da hepatite B, todos os entrevistados negaram conhecimento, enquanto que apenas 26,87% afirmaram ter conhecimento sobre a existência da vacina contra hepatite B; tais dados corroboram o estudo1 que constatou um reduzido conhecimento por parte dos jovens, cerca de 19,9%, quando questionados sobre a proteçao conferida pela vacina da hepatite B.

A atuaçao da ESF no cumprimento do calendário de vacinaçao tem contribuído para maior cobertura vacinal entre os adolescentes, este confirmado pelos dados encontrados neste estudo. Observou-se que entre os adolescentes que possuem carteira, 60,5% frequentam alguma ESF, enquanto que, entre os que nao possuem carteira, 58,3% nao frequentam nenhuma unidade.

Nesta pesquisa observou-se que 41,1% dos responsáveis justificaram o nao cumprimento do calendário de vacina do adolescente por perda da carteira de vacinaçao. Este achado pode ser explicado por um maior descaso dos responsáveis pelos jovens em dar continuidade ao calendário vacinal nesta faixa etária. Isso justifica maior necessidade de sensibilizaçao de adolescentes e responsáveis para a importância do seguimento do calendário vacinal.


CONCLUSAO

Nossos achados demonstraram a deficiência do cumprimento do calendário vacinal na adolescência, contrastando com a realidade da cobertura vacinal infantil. O caminho para obter resultados satisfatórios deve começar com a inclusao das escolas em projetos de promoçao à saúde, como vem sendo proposto pelo Programa de Saúde do Escolar em parceria com ESF, que visa à capacitaçao dos profissionais de saúde para atuar diretamente no âmbito escolar, com intuito de orientar e sensibilizar os adolescentes e seus responsáveis quanto à importância da continuidade do calendário vacinal, além de fornecimento das vacinas na própria escola. Porém, tao importante quanto a implementaçao do PSE, é o funcionamento prático dessa parceria para alcançar as metas preconizadas pelo MS.

Em relaçao ao precário conhecimento dos adolescentes sobre as vacinas e doenças contra as quais protegem, fornecer apenas orientaçoes pontuais, como oficinas e palestras com a participaçao dos jovens, professores e profissionais da área da saúde, nao é suficiente para sedimentar a necessidade e seriedade do cumprimento vacinal e da busca pela qualidade de saúde. É preciso implementar atividades de promoçao e de prevençao à saúde no conteúdo curricular da escola assistida de forma regular.


REFERENCIAS

1. Carvalho AMC, Araujo TME. Fatores associados à cobertura vacinal em adolescentes. Acta Paul Enferm [Internet]. 2010 [citado 2011 Mai 12];23(6):796-802. Disponível em: http://www.ufpi.br/.

2. Cardozo DM, Freitas ICF. Imunizaçao na adolescência [Internet]. [citado 2011 Mai 15]. Disponível em: http://www.medicina.ufba.br/saude_comunidade/artigo_adolescente_imunizacao.htm.

3. Ballalai I, Monteiro DLM, Migowski E. Vacinaçao na adolescência. Adolesc Saude. 2007 [citado 2011 Mai 15];4(1):50-6. Disponível em: http://www.adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id=122.

4. Brasil. Ministério da Saúde. Manual de vigilância epidemiológica de febre amarela. Brasília: Ministério da Saúde; 2004.

5. Araújo TME, Sá LC, Silva AAS, Costa JP. Cobertura vacinal e fatores relacionados à vacinaçao dos adolescentes residentes na área norte de Teresina/Pi. Rev Eletr Enferm. 2010 [citado 2011 Mai 16];12(3):502-10. Disponível em: http://www.fen.ufg.br/revista/v12/n3/v12n3a13.htm.

6. Brasil. Ministério da Saúde. Guia de vigilância epidemiológica. 6a ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2005.

7. Carvalho AMC. Análise dos fatores associados à cobertura vacinal contra hepatite B em adolescentes, em Teresina/PI [Dissertaçao]. Teresina: Universidade Federal do Piauí; 2008.
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