Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 9 nº 1 - Jan/Mar - 2012

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Páginas 12 a 17


Alimentação na adolescência e a relação com o estresse

Food in adolescence and relationship with stress


Autores: Cirlene das Graças Ferreira1; Patrícia Costa dos Santos da Silva2; Claudia Umbelina Baptista Andrade3; Evelise Aline Soares4; Gema Mesquita5

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Como citar este Artigo

Descritores: Alimentação, adolescente, estresse psicológico, orientação familiar, escala de estresse, questionário autoavaliativo.
Keywords: Food, adolescent, psychological stress, family counseling, stress scale, self-rating questionnaire.

Resumo:
OBJETIVO: Analisar os tipos de alimentos consumidos em um grupo de adolescentes da zona urbana, a relação com o estresse e a orientação familiar.
MÉTODOS: Estudo de campo, transversal descritivo. A amostra foi composta por 139 adolescentes na faixa etária de 10 a 19 anos de um município do Sul de Minas Gerais. Para avaliar o consumo de alimentos utilizou-se um questionário autoavaliativo e para avaliar a sintomatologia de estresse utilizou-se a Escala de Estresse para Adolescentes - ESA.
RESULTADOS: 81,3% dos adolescentes relataram consumir arroz, feijão e carne. Destes, 88,6% não foram classificados como estressados. Observou-se que 66,4% dos pais orientavam os adolescentes a consumir arroz, feijão e carne com frequência.
CONCLUSÃO: A maioria dos adolescentes consumiu arroz, feijão e carne e apresentou ausência de sintomas de estresse e não houve relação da ausência de sintomas de estresse com o tipo de alimentos consumidos.

Abstract:
OBJECTIVE: To analyze the types of foods eaten by a group of urban teenagers, relationships with stress and family counseling.
METHODS: Field study, cross-sectional. The sample consisted of 139 adolescents aged 10 to 19 years in a municipality in southern Minas Gerais State. Food consumption was assessed through a self-rating questionnaire; stress symptoms were measured through the Stress Scale for Adolescents (ESA).
RESULTS: 81.3% of adolescents reported eating rice, beans and meat, with 88.6% of them rated as not stressed, while 66.4% of parents urged teenagers to consume rice, beans and meat often.
CONCLUSION: Most adolescents eat rice, beans and meat and show no symptoms of stress, with no link between the absence of stress symptoms and the types of food eaten.

INTRODUÇÃO

A nutrição desempenha papel importante na fase da adolescência. O adolescente poderá sofrer influência no crescimento e no desenvolvimento se não tiver uma dieta adequada1. Feijó et al.2 chamam a atenção para a importância da consolidação de hábitos alimentares e de estilo de vida saudáveis na adolescência. É nessa fase que os hábitos alimentares são estabelecidos e muitas vezes mantidos na vida adulta. Os hábitos alimentares adquiridos durante a infância e a adolescência têm importantes repercussões no estado de saúde dos indivíduos e no seu bemestar físico e emocional1,2.

Estudos anteriores1,2,3 advogam o papel da boa alimentação para o equilíbrio físico e emocional. Tendo em conta que a adolescência apesar de ser um período complexo do desenvolvimento humano e de considerável risco de aquisição de comportamentos não saudáveis, também constitui um período muito favorável à manifestação de sintomas de estresse. Portanto, nessa fase as intervenções educativas para promoção da saúde desempenham um importante papel.

O Ministério da Saúde4 informou, no Guia Alimentar para a População Brasileira, que comer feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana, é de fundamental importância para a saúde e para o bom desenvolvimento, pois a composição destes nutrientes é uma combinação completa de proteínas e elementos essenciais para a saúde. Neste sentido pode-se pensar no papel da boa alimentação para o desenvolvimento e crescimento dos adolescentes, ainda mais que a adolescência é uma fase da vida que se caracteriza por mudanças comportamentais e físicas, as quais trazem desequilíbrios, com aumento de sintomas de estresse5,6. O estresse no adolescente, pode-se apresentar como "um dos" principais sintomas observados pelos especialistas, com a presença constante do quadro de insônia, de desânimo, dores de cabeça, falta de concentração, entre outros7.

Devido às alterações na homeostasia ocorridas na adolescência, a alimentação correta é fundamental para o amadurecimento cognitivo e o crescimento físico, atenuando os aspectos de ansiedade, depressão, atenção e déficit de aprendizagem8.

A família é a primeira instituição e tem ação direta sobre os hábitos alimentares, responsabilizando- se pela compra e preparo das refeições, e ainda, é marcante a presença e participação dos pais nas escolhas alimentares dos filhos9,10.

Neste contexto, o objetivo do estudo foi analisar os tipos de alimentação consumidos por um grupo de adolescentes, a relação com o estresse e a orientação familiar.


MÉTODOS

Trata-se de um estudo de campo com abordagem quantitativa, a partir de uma amostra de conveniência de adolescentes matriculados em escolas públicas de ensino médio e fundamental de um município localizado no Sul de Minas Gerais, Brasil.

Foram avaliados 139 participantes, na faixa etária de 10 a 19 anos, atendidos no período de janeiro a abril de 2010. Os critérios de inclusão foram: ter entre 10 e 19 anos, ser residente no município de estudo, estar matriculado em uma escola pública de ensino fundamental ou médio, ter disponibilidade para participar do estudo e aceitar participar voluntariamente do estudo.

Os participantes foram convidados a responder questionário objetivo e autoavaliativo referente à alimentação consumida e aos sintomas de estresse. Os questionários foram preenchidos pelos pesquisadores em forma de entrevista, sem que houvesse interferência nas respostas. Para aplicação dos questionários, evitou-se o agrupamento dos participantes para não haver comentários nas respostas. Essa entrevista ocorreu nas dependências físicas das escolas, após agendamento, nos horários próximos às aulas e sem que houvesse interferência nas atividades.

Para o hábito alimentar foi perguntado aos adolescentes sobre o tipo de refeições realizadas: salgadinhos, frutas, batata frita/refrigerante, fast-foods, arroz, feijão e carne, pizza, verduras/legumes.

Para avaliar o estresse, foi utilizada a Escala de Stress para Adolescentes - ESA11, instrumento validado usado para identificar a frequência em que os sintomas de estresse aparecem. Esta escala é composta por 44 itens relacionados às referidas reações do estresse. Foram incluídos, para participação nesta pesquisa, adolescentes, voluntários, cujos pais ou responsáveis confirmaram aceitação através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) conforme resolução 196/96 do Conselho Nacional de Pesquisa. Os sujeitos foram informados sobre a garantia da privacidade, anonimato e sigilo das informações e que os resultados obtidos seriam divulgados em eventos científicos. A coleta de dados foi realizada após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade José do Rosário Vellano - UNIFENAS, como consta no Parecer nº 237/2.009.

Os dados obtidos foram analisados, computados e armazenados em uma planilha do Excel; por se tratar de uma pesquisa quantitativa, utilizamos a estatística descritiva e trabalhamos com uma margem de erro de 5%.

A análise descritiva foi realizada através de medidas de posição e dispersão para variáveis contínuas e tabelas de frequência para variáveis categóricas.

Para verificar associação ou comparar proporções foi utilizado o Teste Χ (Qui-quadrado) ou teste exato de Fisher, para comparar as proporções usamos o teste Χ2(qui-quadrado) ou teste exato de Fisher. Utilizou-se o Software R12.


RESULTADOS

Observamos que 51 indivíduos (63,3%) eram do gênero masculino e 88 indivíduos (63,3%), do gênero feminino. A Tabela 1 mostra a relação entre os tipos de alimentos consumidos entre os adolescentes dos gêneros masculino e feminino. Pode-se observar que no gênero masculino 1,9% declara consumir salgadinhos, 3,9% frutas, 1,9% batata frita/refrigerante, 88,4% arroz, feijão e carne e 3,9% verduras e legumes.




Em relação ao gênero feminino, 3,4% mencionaram ingerir salgadinhos, 5,7% frutas, 4,5% batata frita/refrigerante, 77,3% arroz, feijão e carne e 9,1% verduras e legumes.

Na Tabela 2, observamos a relação entre os tipos de alimentos consumidos pelos adolescentes e a presença de sintomas de estresse. Avaliando a presença de sintomas de estresse, verificamos que 16 adolescentes apresentaram sintomas de estresse e 123 não apresentaram sintomas de estresse. Dos adolescentes que apresentaram sintomas de estresse, 6,25% consumiram salgadinhos, 6,25% frutas, 81,25% arroz, feijão e carne e 6,25% verduras e legumes. Quando analisados estatisticamente, não houve diferença significativa em relação aos tipos de alimentos consumidos, porém foi significativamente maior o número de adolescentes que consomem arroz, feijão e carne e que não apresentaram sintomas de estresse.




Observamos que os pais orientavam constantemente os adolescentes a consumirem arroz, feijão e carne, e a minoria orientava uma alimentação baseada em batata frita/refrigerante e salgadinhos.


DISCUSSÃO

Em nosso estudo, entre os adolescentes, observamos que o gênero feminino apresentou diferenças significativas quando analisada a questão do consumo de salgadinhos, batata fritas/refrigerantes e verduras/legumes em relação ao gênero masculino. Entretanto, em relação ao consumo de arroz, feijão/carne e frutas, não foram observadas diferenças significativas entre estes. Ruela e Souza Junior13, analisando adolescentes com a faixa etária semelhante à do nosso estudo, observaram que no sexo feminino há maior frequência de consumo de verduras 34,3%, legumes 37,3%, frutas ou sucos naturais 57,2%, óleos e gorduras 65,9%, doces e guloseimas 37,2%, bebidas (refrigerante/café/ chá) 41,5% todos os dias. No sexo masculino observaram maior frequência do consumo diário dos grupos: pães, cereais e tubérculos 74,6%, verduras 24%, legumes 24%, frutas ou sucos naturais 56%, óleos e gorduras 68%, doces, salgadinhos e guloseimas 46%, bebidas (refrigerante/ café/chá) 56% todos os dias.

Quando relacionado o tipo de alimentação com os sintomas de estresse, observou-se que foi significativamente maior a ausência de sintomas de estresse os quais independem do tipo de alimentos consumidos. Não encontramos na literatura variáveis coincidentes com as do estudo aqui presente, que nos permitissem comparações; entretanto, o estresse foi avaliado entre os adolescentes no estudo de Mesquita e Reimão14 em 2007. Nesse, 46,88% da amostra não apresentam sintomas de estresse e 53,13% apresentam sintomas de estresse.

Outra característica de nossos dados foi que a maioria dos adolescentes investigados declarou alimentar-se de arroz, feijão e carne e uma minoria de frutas e hortaliças, e também, o consumo de batatas fritas, refrigerantes e fast-foods estiveram presentes na minoria dos participantes.

Em se tratando do consumo diário de arroz, feijão e carnes, nossos dados mostram-se concordantes aos de Rego Filho et al.15 em que o almoço era adequado em 86% e o jantar em 67% e a substituição dessas refeições por lanche ocorreu em 26%. Entretanto, discordamos dos autores quanto à ingestão calórica diária, pois estava, na maioria dos adolescentes, abaixo do recomendado, com maior ingestão de glicídeos e menor ingestão de lipídeos. Como também discordamos de estudos anteriores13,16,17 em que a alimentação dos adolescentes mostrou-se inadequada, caracterizada pelo consumo excessivo de açúcares simples e gorduras, mas concordamos quanto à ingestão insuficiente de frutas e hortaliças. Entretanto, nenhum desses autores relaciona a alimentação com estresse.

No que concerne à qualidade da alimentação, no presente estudo, existe uma grande proporção de alunos que não consomem vegetais e frutas, alimentos que consideramos importantes para uma alimentação completa e equilibrada. Observamos no estudo de Carvalho et al., 20073, que 6,5% dos alunos nunca comem vegetais. Por outro lado, o consumo de refrigerantes, todos os dias, esteve em 70% dos alunos, sendo esse comportamento predominante. Estes dados mostram-se discordantes do nosso estudo em que a minoria dos adolescentes declararam consumir refrigerantes. Num outro estudo de Carvalho et al., 200618, realizado em duas escolas da mesma região, verificaram que os alunos tomavam todos os dias, no almoço (85% e 100%) e no jantar (100%), proporções semelhantes às do presente estudo.

Por outro lado, a proporção de alunos do estudo de Carvalho et al., 200618, que declararam ingerir todos os dias vegetais (20%) e frutas (25%) ainda é superior à do presente estudo.

Mezono (2002)19 aponta outro fator importante a observar: a diminuição da utilização das folhas na alimentação dos brasileiros. Para o brasileiro, as saladas e hortaliças não têm gosto, não têm sabor, "não matam a fome", e servem somente para enfeitar o prato.

Nós acreditamos que a maioria dos adolescentes, aqui investigados, terem declarado que consomem diariamente arroz, feijão e carne possa ter ocorrido porque o município em que ocorreu o estudo é uma cidade de pequeno porte que oferece poucas opções de trabalho para as mulheres; neste sentido, muitas mães ainda se ocupam do preparo das refeições para os filhos.

Nossos dados demonstraram, ainda, que a orientação dada aos adolescentes pelos familiares para ingerir salgadinhos, frutas, batata frita, refrigerante, arroz, feijão e carne esteve relacionada com maior frequência ao item constantemente. Segundo Bleil (1998)20, a família influencia e determina os valores alimentares.


LIMITAÇÕES DO ESTUDO

Nosso estudo limita-se pelo número reduzido de participantes e por ter sido realizado levantamento de campo em apenas uma cidade do interior de Minas Gerais, o que não nos permite inferir generalizações. Por outro lado, este estudo tem a vantagem de levantar hipóteses para estudos posteriores.


CONCLUSÃO

Em nosso estudo observamos que não houve relação significativa entre o tipo de alimentação diária e a presença de sintomas de estresse.

Entre os adolescentes da zona urbana, observou-se que o gênero feminino apresentou diferenças significativas quando analisada a questão do consumo de salgadinhos, batata fritas/refrigerantes e verduras/legumes em relação ao gênero masculino. Entretanto, em relação ao consumo de arroz, feijão/carne e frutas, não foram observadas diferenças significativas entre estes.

A maioria dos adolescentes investigados declarou alimentar-se de arroz, feijão e carne e uma minoria de frutas e hortaliças; e também, o consumo de batatas fritas, refrigerantes e fast-foods estiveram presentes na minoria dos participantes.


REFERÊNCIAS

1. Albano RD, Souza SB. Ingestão de energia e nutrientes por adolescentes de uma escola pública. J Pediatr (Rio J). 2001;77(6):512-1.

2. Feijó RB, Sukster EB, Friedrich L, Fialho L, Dziekaniak KS, Christini DW, et al. Estudos de hábitos alimentares em uma amostra de estudantes secundaristas de Porto Alegre. Pediatria (São Paulo). 1997;19(4):257-62.

3. Carvalho A, Rodrigues V, Carvalho GS, Artur Gonçalves A. Um olhar sobre os hábitos alimentares e de lazer de jovens adolescentes. Novas realidades, novas práticas: actas do Seminário International de Educação Física, Lazer e Saúde, 3, Braga, Portugal, 2007" [CD-ROM]. Braga: Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho; 2007.

4. Brasil. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira - promovendo a alimentação saudável. Brasília: Ministério da Saúde; 2005. [Edição Especial. Série A. Normas e Manuais Técnicos].

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18. Carvalho A, Rodrigues V, Carvalho G. Food and leisure habits among young people of Douro Region (Portugal). In: Royal College of Nursing of the United Kingdon Research Society, International Nursing Research Conference, Programme; 2006. York: RCN;2006. p. 56.

19. Mezomo IB. Os serviços de alimentação: planejamento e administração. 5 ed. São Paulo: Manole; 2002.

20. Bleil SI. O padrão alimentar ocidental: considerações sobre a mudança de hábitos no Brasil. Cad Debate. 1998;6(1):1-24.










1. Acadêmica do curso de Psicologia. Universidade José do Rosário Vellano. Alfenas, MG, Brasil.
2. Mestre (Docente na disciplina Semiologia e Semiotécnica). Universidade José do Rosário Vellano. Alfenas, MG, Brasil.
3. Mestre em Saúde (Docente na disciplina Enfermagem na Saúde da Criança e do Adolescente). Universidade José do Rosário Vellano. Alfenas, MG, Brasil.
4. Doutora em Anatomia Humana (Docente do Curso de Psicologia). Universidade José do Rosário Vellano. Alfenas, MG, Brasil.
5. Doutora em Saúde da Criança e do Adolescente (Docente do Curso de Psicologia). Universidade José do Rosário Vellano. Alfenas, MG, Brasil).

Patrícia Costa dos Santos da Silva
Rua Euclides da Cunha, 202, Jardim São Carlos
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Recebido em 17/08/2011
Aprovado em 11/01/2012
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