Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 4 nº 3 - Jul/Set - 2007

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Páginas 51 a 56


Bullying

Bullying


Autores: Aramis A. Lopes Neto1

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Como citar este Artigo

Descritores: Bullying; comportamento; adolescência

Resumo:
Objetivo: Informar aos pediatras sobre a ocorrência de bullying entre os adolescentes, ressaltando sua alta prevalência, características e possíveis riscos à saúde. Fontes de dados: Foram acessados bancos de dados bibliográficos e páginas na internet, dando-se destaque a textos científicos recentes. Síntese dos dados: o fenômeno bullying constitui-se na adoçao de comportamento agressivo entre os estudantes, sempre entendido como atitudes normais e sem maiores conseqüências. Nos últimos 20 anos, estudos mais cuidadosos têm demonstrado que a prática de bullying pode produzir danos reais, em curto e médio prazos, tanto para seus autores quanto para seus alvos, escola, família e sociedade. Conclusao: A participaçao do pediatra na identificaçao do bullying poderá contribuir decisivamente para a compreensao do fenômeno e para a construçao de soluçoes possíveis.

INTRODUÇAO

Bullying é o conjunto de comportamentos agressivos marcados pela assimetria de poder e pelo caráter repetido com que ocorrem, sempre com a intençao de ferir física ou moralmente(4). Por sua alta prevalência, pelo alto nível de tolerância para com esse tipo de violência por parte da sociedade em geral e pelas escolas em particular, o bullying pode ser considerado um problema social grave e, provavelmente, o tipo mais freqüente de violência juvenil(8).

Esses comportamentos agressivos sao comuns em todas as escolas e trata-se de um fenômeno social no qual cada estudante desempenha seu papel como autor (agressor), alvo (vítima), alvo-autor (agressor e vítima) e testemunha ou observador. Esses atos sao reconhecidamente uma fonte significativa de estresse para todos os envolvidos, causando problemas de ordem física e emocional, em curto e médio prazos, tanto para os alvos quanto para os autores, além de sentimentos de medo, insegurança e tolerância a atos violentos para os observadores(2,6).

A importância em se trazer à tona um fenômeno que sempre existiu, mas que nunca foi objeto de preocupaçao para educadores e profissionais de saúde, é entendermos que a escola deve ser vista como um local seguro e saudável para crianças e adolescentesadolescentes, e nao apenas como um lugar que ensina a ler, escrever e contar. Trata-se de um ambiente de socializaçao, de desenvolvimento da cidadania, onde nao se pode admitir que o direito individual de ser educado sem ser vitimado seja negligenciado.


ESTUDOS REALIZADOS

Os estudos em países em desenvolvimento ainda sao muito incipientes, enquanto em naçoes desenvolvidas já vêm sendo feitos há alguns anos. Em diversas delas foram criadas políticas públicas voltadas à prevençao e ao controle do bullying em todas as escolas(6).

No biênio 2002/2003, a Associaçao Brasileira Multiprofissional de Proteçao à Infância e à Adolescência (ABRAPIA) desenvolveu um projeto de pesquisa em 11 escolas localizadas no município do Rio de Janeiro, envolvendo 5.800 estudantes de 5a a 8a série do ensino fundamental. Entre os dados mais importantes, verificamos que 40,5% dos adolescentes admitiram ter se envolvido diretamente em situaçoes de bullying, seja como autor, alvoautor ou alvo. Outros dados bastante significativos referem-se às salas de aula como os locais de maior incidência de bullying (60% das respostas) e ao fato de 41,6% dos alvos terem optado por nao pedir auxílio a adultos ou a colegas para que cessassem as agressoes sistemáticas que vinham sofrendo(7).

Estudos em diversos países demonstram situaçoes diferentes, que podem estar relacionadas a aspectos socioculturais. Em escolas ocidentais, os autores de bullying sao geralmente mais velhos, de séries mais avançadas e cujos alvos nunca haviam sido seus amigos. E a maioria das agressoes é, geralmente, verbal ou física. Já em países orientais, como Japao e Coréia, a maior incidência de bullying é observada entre os estudantes de mesma classe, sendo a forma mais comum a de exclusao social praticada coletivamente por seus colegas de sala ou por toda a escola(6,12,13).

Os estudos mundiais sobre bullying surgiram nos últimos 15 a 20 anos e, talvez por serem ainda recentes, trazem algumas divergências de ordem conceitual, que requerem maior uniformidade entre os diversos autores. Assim é que a maior parte dos artigos refere o bullying como agressividade entre estudantes, enquanto outros ampliam esse entendimento incluindo os conflitos gerados entre professores e alunos, ou vice-versa(13). Pessoalmente, entendo que, quando falamos de bullying, estamos nos referindo a atitudes agressivas ocorridas entre pares, ou entre indivíduos em iguais condiçoes, quando a assimetria ou o abuso de poder é entendido como impróprio. Portanto a relaçao entre professor e aluno nao pode ser incluída como entre pares, porque se trata de pessoas em posiçoes diferentes e entre as quais já existe uma hierarquia de poder bem estabelecida, pelo menos teoricamente.

Os fatores que contribuem para a violência na escola sao complexos e multifacetados. Diversos autores sugerem correlaçoes da prática de bullying com questoes sociais e culturais, dinâmicas familiares, influência da mídia, videogames etc.(15).

O bullying é mais comumente associado a formas leves de agressao, embora também possam ocorrer formas mais severas de violência. O serviço secreto norte-americano analisou 37 ataques comarma de fogo em escolas, envolvendo 41 estudantes, e identificou que pelo menos dois terços desses adolescentes haviam sido alvos de bullying(14).

Outro conceito ainda nao bem esclarecido diz respeito à intencionalidade da agressao. Há dúvidas se essa "intençao" deve estar relacionada ao ato agressivo em si sem que haja, necessariamente, o entendimento sobre as suas conseqüências, ou se se trata de um desejo real de ferir a vítima. Ainda há outras questoes: deve a agressao ser identificada por um observador externo ao ato, ou devemos valorizar a percepçao da vítima? Quando considerar um ato repetido? Deve haver uma relaçao com o tempo de duraçao? Devemos considerar a assimetria de poder com base na percepçao da vítima ou por critérios mais objetivos, como a força física ou o número de agressores(12)? Tudo isso deve ser considerado, mas jamais justificará a cessaçao das pesquisas sobre bullying.

Entre aqueles denominados testemunhas ou observadores, têm surgido diversas proposiçoes de subclassificaçoes bastante pertinentes. Há os denominados seguidores, que participam do bullying, uma vez iniciado, e os incentivadores, que nao participam diretamente das agressoes, mas incentivam os autores rindo ou apenas observando seus atos. Ainda sao identificados os que nao se envolvem, afastando-se da cena, e os defensores, que defendem o alvo, solicitam ajuda dos adultos ou falam com os autores para que parem com as agressoes(11).

Os diferentes comportamentos que favorecem a prática de bullying, envolvendo autores, seguidores e incentivadores, nao nos permitem rotular esses atores secundários com base nas suas características individuais. Ao que nos parece, o comportamento de cada subgrupo pode estar inserido em um pacote de recursos sociais que lhes garante a segurança de nao virem a se tornar "as próximas vítimas".

No estudo da ABRAPIA, 80% dos estudantes afirmaram desaprovar as situaçoes de bullying e que esses atos trazem sentimentos de pena da vítima, medo e descrença relacionada à escola(7). Essa falta de confiança é fortalecida pelas atitudes de gestores, professores e demais funcioná-rios das escolas, que nao percebem, toleram ou ignoram a ocorrência de bullying. Entre os que admitiram ser autores de bullying, 51,8% responderam nao terem sido advertidos por seus atos, fortalecendo o sentimento de impunidade e a nao-percepçao da inadequaçao de seu comportamento(7,8).

Uma nova estratégia para a prática de bullying, denominada cyberbullying, extrapola os limites da escola e decorre da utilizaçao da tecnologia da informaçao e da comunicaçao, como a internet e os telefones celulares, quando textos e imagens sao enviados diretamente para seu alvo ou de forma indireta, permitindo o livre acesso de outras pessoas a sítios voltados à difamaçao ou à organizaçao de novas agressoes no ambiente escolar.

Geralmente a utilizaçao dessa tecnologia constitui-se em um prolongamento do bullying já praticado na escola, atingindo os mesmos alvos, por meio de açoes com objetivos de ofender, ameaçar, denegrir a imagem, difamar, divulgar segredos, excluir etc.

A maior dificuldade em se combater esse tipo de comportamento reside na forma como os recursos tecnológicos foram introduzidos comercialmente. Tanto a Internet como os telefones celulares têm como princípio a forma irrestrita de comunicaçao. Isso faz com que o adolescente nao perceba a incorreçao de seus atos e o dano que ele pode causar com a utilizaçao inadequada desses recursos. Por outro lado, a omissao dos adultos contribui para o crescimento do cyberbullying. Estudos mostram que cerca de 80% dos adolescentes admitem que seus pais nao impoem nenhum tipo de regra quanto ao uso da internet(10).

O impacto do cyberbullying pode ser mais devastador do que a prática de bullying na escola, porque os conteúdos dessas comunicaçoes podem ser violentos; nao há como escapar do cyberbullying - a vitimizaçao é contínua; o material do cyberbullying pode ser distribuído mundialmente e é irrecuperável; os autores podem permanecer anônimos ou solicitar a participaçao de "amigos" desconhecidos; o adolescente pode sentir-se relutante em informar aos adultos o que está acontecendo, porque se sente traumatizado ou culpado,por temer retaliaçoes ou recear que sua liberdade em acessar a internet ou utilizar seu celular seja restringida(3,16).


O PAPEL DOS ESTUDANTES DIANTE DE SITUAÇOES DE BULLYING

A agressividade e a vitimizaçao sao mais freqüentemente observadas entre crianças e adolescentes do sexo masculino, sendo os mais jovens mais comumente vitimados. Raramente podem-se relacionar as atitudes agressivas e a submissao às agressoes sistemáticas com algum antecedente patológico que pudesse explicar possíveis alteraçoes de comportamento. Portanto o bullying ocorre, prioritariamente, entre crianças e adolescentes normais, nao havendo sinais que identifiquem previamente o papel que cada um deles irá desempenhar, entendendo-se que, nao raro, observa-se certa rotatividade entre as diversas formas de participaçao, incluindo-se aí a figura dos observadores(7,8).

Entre os meninos prevalece o bullying físico (agressoes). Quando se trata do bullying verbal (apelidos), observa-se uma equivalência entre ambos os sexos, enquanto a forma indireta (difamaçao) é a mais freqüente entre as meninas, principalmente as adolescentes(12).

Os alvos típicos podem ser ansiosos, mais fracos física e emocionalmente e tendem a apresentar atitudes negativas diante dos atos violentos, seja pela nao-reaçao, seja pelo isolamento ou por reaçoes que demonstrem fragilidade, imaturidade ou insegurança, além de outros achados, como ansiedade, baixa auto-estima, rejeiçao ou baixa aceitaçao do grupo, poucos amigos, ambiente escolar pouco ou nada prazeroso e alta freqüência de problemas internos e externos. Fatores familiares como superproteçao ou rejeiçao (bode expiatório) podem ocorrer(5,6,8,12).

Os autores de bullying tendem a ser agressivos, impulsivos, mais fortes que seus alvos, populares, obtêm ganhos materiais e ascensao sobre o grupo por suas atitudes e pela imposiçao do medo. Podem ser identificadas questoes familiares que poderiam explicar seus atos, como pobres relaçoesafetivas, violência doméstica ou permissividade e tolerância excessivas(5,6,8,12).

Aqueles que agridem, mas também sofrem agressoes, alvo-autores, apresentam características diferenciadas e um número maior de problemas, como distúrbios de conduta e de relacionamento com seus colegas, sintomas psicológicos e psicossomáticos concorrentes, alteraçoes psiquiátricas, maiores possibilidades de envolvimento persistente em situaçoes de bullying, porte de armas e maior risco de desenvolverem intençoes suicidas. É considerado um grupo de maior risco e necessita de maior atençao(6,8,12).

Entre os autores e os alvos-autores observase maior incidência de situaçoes de delinqüência e adesao ao consumo de álcool e drogas, enquanto entre os alvos a freqüência de fumantes é bem menor quando em comparaçao com o grupo controle, formado por estudantes nao envolvidos em atos de bullying(6,12).


CONSEQÜENCIAS IMEDIATAS E TARDIAS

As manifestaçoes causadas pelo bullying refletem negativamente em todos nós, tanto por seus efeitos imediatos quanto pelos tardios.

Os autores que adotam um comportamento anti-social, buscando assumir uma liderança negativa sobre o grupo, apresentam, mais tardiamente, chances quatro vezes maiores de virem a adotar comportamentos de risco, atitudes delinqüentes, violentas e criminosas. Na vida adulta podem apresentar comportamentos violentos nos ambientes de trabalho e familiar.

Os alvos, em conseqüência das agressoes sistemáticas sofridas, podem apresentar depressao, ansiedade, baixa auto-estima, isolamento, exclusao, perdas materiais etc. Quando jovens ou adultos, o mesmo quadro pode perdurar, além da dificuldade em impor-se profissionalmente e da insegurança em estabelecer uma relaçao afetiva duradoura.

As famílias dos alunos-alvo que, ao perceberem o sofrimento de seus filhos, nao o valorizam, exigem-lhes um comportamento que eles nao saocapazes de assumir ou adquirem um sentimento de inconformismo, buscando culpados na escola ou no próprio seio familiar. Muitas vezes, o bullying passa a ser o maior problema na vida dos pais, interferindo em suas atividades profissionais, nas relaçoes com os cônjuges e desses com seus filhos, que podem passar a exigir atitudes e soluçoes nem sempre bem-sucedidas.

Os alunos observadores sofrem com o medo, a dúvida sobre como agir e a descrença na capacidade e no interesse da escola em sanar o problema. O desempenho escolar pode cair, pois a atençao dos adolescentes passa a ser dirigida para as atitudes agressivas praticadas e sofridas por seus colegas.

Como dizem alguns autores, a escola que nao atua efetivamente para a reduçao do bullying entre seus alunos acaba contaminada, tornando-se um ambiente inseguro, com altos índices de agressividade e a conseqüente perda do controle sobre o comportamento dos jovens. O nao-enfrentamento das situaçoes, justificado pela suposta inexistência de bullying, demonstra falta de conhecimento sobre o assunto ou revela a intençao de encobrir o problema.

Para a sociedade respinga o ônus dos prejuízos sociais. A Organizaçao Mundial da Saúde (OMS) admite que as açoes antibullying constituem-se em um método eficaz para a reduçao da violência juvenil, por conseguinte pode ser uma estratégia de impacto para a reduçao da violência social. A prática de bullying promove a queda do rendimento escolar, tornando necessária a formaçao de turmas de educaçao especial. Para as esferas policiais e judiciárias recairao a vigilância e a implementaçao de medidas socioeducativas para aqueles que adotarem comportamentos delinqüentes e violentos.


A SAUDE E O BULLYING

Sofrer bullying pode ser um fator predisponente importante para a instalaçao e a manutençao de sinais e sintomas clínicos (Tabelas 1,2 e 3). A identificaçao de algumas dessas queixas pode ser indicativa de maus-tratos perpetrados por colegas, demonstrando a necessária atençao dos profissionais de saúde(1,7-9).








Raramente o adolescente procurará o pediatra com a clara compreensao de ser ele autor ou alvo de bullying, pois a relaçao com seus possíveis efeitos raramente é evidente. No entanto a atençao quanto a essa possibilidade facilita a identificaçao dos fatores de risco e de possíveis psicopatologias, além de permitir que a família seja adequadamente esclarecida e orientada.

Por nao existirem métodos diagnósticos que indiquem a existência de bullying como fator predisponente de alguma alteraçao, de comportamento ou psicossomática, cabe ao pediatra buscar informaçoes sobre os riscos de origem familiar, comunitária ou escolar. A avaliaçao do desenvolvimento escolar do adolescente nao deve ser baseada apenas na sua capacidade de aprendizado, mas também no desenvolvimento de suas habilidades sociais. Para isso torna-se necessário que sejam feitas diretamente ao paciente perguntas sobre seu sentimento em relaçao a escola, colegas, ciclo de amizades e atividades relacionadas a atitudes agressivas, físicas ou morais, seja como autor, alvo ou testemunha.

Avaliaçoes psiquiátricas e/ou psicológicas podem ser necessárias e devem ser garantidas nos casos em que o adolescente demonstrar alteraçoes de personalidade, agressividade, depressaoou ansiedade de forma intensa, distúrbios de conduta, ou se mantiver, por longo período, na figura de autor, alvo ou alvo-autor, lembrando que os alunos alvos-autores compoem o grupo de maior risco para o desenvolvimento de alteraçoes psiquiátricas.

Também deve fazer parte da anamnese a investigaçao sobre o consumo de álcool e drogas, observado com maior freqüência naqueles que desempenham os papéis de autor ou alvo-autor de bullying.

As famílias devem ser orientadas quanto à existência do problema e esclarecidas sobresuas possíveis conseqüências em curto e médio prazos.


CONCLUSAO

Atos de bullying sao universais. Nao há escola sem bullying e nao há estratégias capazes de extinguir esse tipo de comportamento entre os estudantes. No entanto, conhecer o problema e saber orientar adolescentes e famílias sobre seus riscos e conseqüências torna-se mais um ato de promoçao da saúde que nao pode ser ignorado pelos pediatras.


REFERENCIAS

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1. Diretor da Diretoria de Direitos da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (SOPERJ); diretor do CMS Milton Fontes Magarao - Rio de Janeiro.
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